Dos 14 novos deputados estaduais eleitos em 3 de outubro, ao menos 12
reivindicam antes de assumir o mandato poder de decisão no plenário. A
maioria na faixa etária entre 21 a 30 anos.
É um movimento justo. Querem atuar em bloco, participar das comissões
técnicas em cargos importantes e participação na próxima Mesa Diretora.
Nada de errado.
Não é esta a primeira vez que deputados de primeiro mandatos ou os
que se achavam no baixo clero formam blocos com atuação definida.
Alguns, por força do bloco, chegaram a cargos nas comissões técnicas e outros na Mesa Diretora.
Houve uma primeira reunião, com a presença de nove deputados eleitos.
Mas começaram errada ao aceitar na reunião os palpites do deputado Joaquim Haickel e do senador eleito João Alberto. Ambos presentes ao evento.
O jovem político necessita, sim, de orientações dos mais velhos, mas
não a participação direta deles em reuniões para mostrar os caminhos a
serem seguidos.
É preciso oferecer aos jovens políticos autonomia e poder de decisão. Do contrário, ficarão sempre atrelados.
Uma nova reunião acontecerá hoje à noite na casa do deputado eleito
Edilázio Júnior. Pretendem, além de falar sobre os resultados da
eleição, acertar posição de atuação a partir de fevereiro no plenário da
Assembléia Legislativa.
Por falta de experiência, talvez, o movimento pode enfraquecer na
gula pela sua liderança. Eles precisam amadurecer mais encontros para
destinguir quem terá o melhor perfil para agrupá-los. Não um dono do
grupo e muito menos um ditador.
Dois jovens deputados eleitos precisam frear mais os ímpetos: Rogério
Cafeteira e Alexandre Almeida. Não se trata de disputa para quem vai
ser escolhido o líder do grupo, mas de convergências de idéias e da
busca de ações comuns em favor do parlamento e da população.
(Com informações Luis Cardoso)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Os comentários são de responsabilidades de seus autores.