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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bomba!! Polícia Civil do Maranhão poderá prender prefeitos e ex-prefeitos na máfia da agiotagem



A situação de alguns dos 41 prefeitos e ex-prefeitos citados por envolvimento na máfia da agiotagem pode se complicar nas próximas horas. Eles estão sendo investigados pela polícia civil por envolvimento com máfia de agiotas que vinham agindo no interior do Maranhão. A declaração sobre a possível prisão de prefeitos e ex-prefeito foi dada na imprensa de São Luís pelo superintende estadual de Investigações Criminais – Seic, delegado Augusto Barros Neto deu declarações na imprensa de São Luís

O superintende Augusto Barros disse que o trabalho investigativo tem levantamentos que apontam muitos gestores e ex-gestores envolvidos praticando prevaricação, principalmente o desvio do erário para pagamentos de dívidas feitas com agiotas que desviavam verbas destinadas à Educação, através de empresas fantasmas.

Há informações que novos levantamentos estão sendo feito e a qualquer momento uma grande operação policia deverá se deflagrada apara prender os acusados.

Uma frase dita pelo chefe da Seic chamou a atenção, “da relação de municípios divulgada, todos os gestores estão envolvidos. Constatamos através de documentos que foram apreendidos em poder dos referidos”, afirmou o superintendente Augusto Barros.

sábado, 9 de julho de 2011

Mais uma do casal Marinho


Márcia Marinho
Repercute na cidade e região o mais novo escândalo envolvendo o casal Marinho. Não que escândalo envolvendo os nomes de Paulo e Márcia Marinho sejam novidade, afinal o casal lidera disparado o ranking de ações por improbidade movido pelos órgãos da esfera judiciária. São tantos os processos, que a folha corrida da dupla já virou folclore.
PM, aliás, teve o mandato de deputado federal cassado, em 2005, sob a acusação de vender ilegalmente ações da Cemar pertencentes à Prefeitura de Caxias, quando era prefeito do município, fato que o tornou inelegível por 06 anos. Depois teve as contas de seu governo desaprovadas em parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), fato que foi ratificado pela Câmara de Vereadores e que ampliou sua inelegibilidade para mais 08 anos.
Com a sua cara-metade, Márcia Marinho, não foi diferente. A ex-prefeita responde a uma penca processos por improbidade administrativa e teve as contas de sua gestão, ano fiscal de 2004, reprovadas pela Câmara de Vereadores, após parecer pela desaprovação do TCE, fato que a tornou ficha suja nas eleições de 2010. Outras duas contas de MM chegaram e devem ser votadas pelos vereadores no próximo semestre, ambas com parecer do TCE pela desaprovação.
O mais novo escândalo envolvendo o casal Marinho chama atenção porque pode arrastar consigo o governo Roseana Sarney. O caso foi trazido à tona pelo blog do jornalista Décio Sá e foi tema do editorial da coluna Caxias em Off (Jornal Pequeno), do jornalista Jotônio Viana, no último domingo.
De acordo com o jornalista, o mais novo escândalo envolvendo o casal Marinho tem a ver com a história da venda do terreno de 5 hectares às margens da BR-316, que a Sociedade Educacional Caxiense (Soeduca), empresa pertencente ao clã Marinho, vendeu ao governo roseanista pela bagatela de R$ 3 milhões de reais às portas da eleição de 2010, estaria dando uma dor de cabeça dos diachos á governadora Roseana.
A dinheirama desembolsada na época pela Secretaria de Estado e Administração (Seaps) foi justificada como indenizatória pela desapropriação do imóvel (comprado anteriormente pela ex-prefeita Márcia Marinho por apenas míseros R$ 32 mil) destinado a abrigar no local um hospital estadual de referência.
Ainda segundo os jornalistas Jotônio Viana e Décio Sá, a Justiça Federal arrestou o tal terreno, supostamente por conta de débitos da Soeduca com a Receita Federal no valor de R$ 300 mil.
O caso ainda está meio confuso, mas o arresto teria ocorrido antes de ser batido o martelo da venda do imóvel para o governo roseanista. Pior, o dinheiro da venda do negócio o governo Roseana Sarney já pagou ao casal caxiense.
Seria por isso que Roseana teria convocado Paulo e Márcia Marinho para um encontro, em São Luís, no Palácio dos Leões, para onde teria um duro pito no casal.
Segundo a fonte do Caxias em Off, Roseana estaria uma arara com o quiproquó da enrolada venda do terreno na Terra dos Poetas.
E o problema da governadora agora é o que fazer para receber de volta os R$ 3 milhões pagos pelo terreno. Lamentável, né?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

EXCLUSIVO: Irmão de Palocci acusado em polêmica no PI


O Diretor da Eletronorte, Adhemar Palocci(foto), irmão do ex-ministro da Casa Civil, Antônio Palocci, tem quinze dias para dar explicações ao Tribunal de Contas da União sobre uma liberação considerada “irregular” de R$ 27,6 milhões em favor do grupo espanhol Abengoa, responsável por fornecer material e serviços para a implantação da linha de transmissão entre Ribeiro Gonçalves/PI e Balsas/MA, obra que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A auditoria foi uma solicitação do Ministério Público Federal do Piauí através de ofício enviado em maio para o TCU, devido ao valor da obra ser muito alto ( R$ 92 milhões) e ainda não ter sofrido fiscalização.
Adhemar Palocci é acusado no relatório de ter adiantado indevidamente o valor referente a 30% (R$ 27,6 milhões) do valor global da obra. O adiantamento foi realizado antes de se iniciar ou ser concluído qualquer etapa do serviço. Para o TCU, o artigo 62 da lei 4.320/64 proíbe que o gestor público adiante pagamentos antes da realização do serviço.
De acordo com o relatório da auditoria, o ato de Palocci provocou um prejuízo de R$ 2,8 milhões, já que a obra ficou paralisada 17 meses por pendências ambientais e mesmo assim o diretor da Eletronorte não tomou as providências para recuperar o valor que estava em poder da Abengoa.
Para o TCU, a obra não precisa ser paralisada pois já está 70% concluída. Porém, tanto Adhemar Palocci, quanto o gestor do contrato, João Carlos Oliveira Almeida, serão intimados nos próximos dias para darem explicações sobre as irregularidades. O relatório aponta ainda que a operação causou prejuízos aos acionistas da Eletrobrás e um acréscimo injustificado de R$ 7,8 milhões no custo total da obra.  
Leia mais aqui

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vídeo indica 'mensalão' em Mato Grosso do Sul

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Ary Rigo (PSDB), aparece em um vídeo revelando detalhes de um suposto esquema ilegal de pagamentos, com o dinheiro da Casa, para o governador André Puccinelli (PMDB), aos deputados e às autoridades do Tribunal de Justiça e do Ministério Público do Estado. 

O vídeo foi gravado com uma câmera escondida pelo secretário de governo de Dourados, Eleandro Passaia, sem o deputado saber. O encontro ocorreu em 12 de junho, num hotel em Maracaju (162 km de Campo Grande).

A reportagem teve acesso a 32 minutos da conversa. Os vídeos em questão vazaram ontem no Youtube.
A Folha apurou que o vídeo integra um conjunto de evidências levantadas por Passaia e entregues à Polícia Federal, que iniciou investigação sigilosa sobre o suposto pagamento de mesadas a autoridades de MS com dinheiro do duodécimo da Assembleia. O recurso é oriundo do Orçamento do Estado para o custeio do Legislativo. 

Em um dos trechos, o deputado tucano conta a Passaia que a Assembleia "devolve" dinheiro para o governador André Puccinelli. Em tom de reclamação, Rigo diz que o valor entregue ao governador subiu de R$ 2 milhões para R$ 6 milhões. 

O deputado se queixa de que o aumento obrigou a cortar pagamentos feitos a desembargadores e pessoal do Ministério Público. 

"Nós devolvíamos R$ 2 milhões em dinheiro para o André, R$ 900 para dar para os desembargadores e para o TJ e R$ 300 para o Ministério Público. Cortou tudo. Agora vamos devolver R$ 6 milhões para o governo, por isso tá essa queda", disse Rigo. 

O corte também atingiu o que seria suposta propina paga aos deputados. Rigo diz: "Lá na Assembleia nenhum deputado ganhava menos de R$ 120 mil. Agora, os deputados vão ter que se contentar com R$ 42". Puccinelli tem o apoio de 20 dos 24 deputados da Casa.

Rigo é um dos parlamentares mais influentes do Estado. A Primeira Secretaria da Assembleia é um cargo estratégico por controlar a vida financeira da Casa e o destino do duodécimo. 

PREÇO DA PROTEÇÃO
 
Eleandro Passaia passou quatro meses, sob orientação da PF, gravando reuniões com políticos e pagamentos de propina ao prefeito de Dourados, Ari Artuzi (expulso do PDT). O material gerou a Operação Uragano, que prendeu prefeito, secretários e vereadores em 1º de setembro. 

Na conversa do dia 12 de junho, Rigo explica que o valor pago ao TJ e à Procuradoria servia para proteger aliados de investigações e obter decisões judiciais favoráveis. 

O deputado menciona reunião com um assessor do deputado Londres Machado (PR), ex-presidente da Assembleia, e uma terceira pessoa, que seria o desembargador Claudionor Abss Duarte, para evitar suposta prisão de Artuzi, em junho, antes da operação da PF. 

"Nós tiramos ele da cadeia! Pô, para com isso! Você dá R$ 300 mil por mês para o Ministério Público, seguramos tudo", diz o deputado. 

O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul divulgou nota em que afirma que os repasses recebidos do governo do Estado são previstos em lei, contabilizados e publicados no "Diário da Justiça" e no Portal da Transparência da instituição. 

O tribunal informou ainda que "interpelará judicialmente o denunciante para que a verdade seja esclarecida com transparência e rapidez". A nota do TJ-MS foi assinada pelo desembargador Paulo Alfeu Puccinelli. 

OUTRO LADO
 
O advogado do deputado estadual Ary Rigo (PSDB) afirma que as menções que o político faz, em vídeo gravado em junho deste ano, não se referem a propina, mas a repasses institucionais da Assembleia Legislativa. 

Sua defesa diz que jamais houve entrega de dinheiro ao governador nem a autoridades dos outros Poderes. "Eles da Assembleia estão economizando e repassando para o governo. Os repasses eram institucionais", diz o advogado Carlos Marques. 

Marques também nega que Rigo fosse responsável por uma mesada aos deputados. No vídeo, o tucano diz que cada deputado recebia R$ 120 mil e teria de "se contentar" com R$ 42 mil, porque a Assembleia "devolvia" R$ 6 milhões ao governador. 

Veja o vídeo:

Fonte: Folha de São Paulo

Zé Reinaldo mostra escândalos envolvendo família Sarney no programa eleitoral

O candidato a senador pelo Maranhão, José Reinaldo Tavares (PSB), relembrou o rosário de denúncias que envolvem membros da família Sarney. Com uma série de manchetes de jornais, o programa eleitoral do ex-governador levantou diversas situações em que o clã Sarney é noticiado nacional e internacionalmente por escândalos. 

A família Sarney é destaque com frequência pelo envolvimento em escândalos, como no Estado de São Paulo, na Folha de São Paulo, no francês Le Monde, no inglês The Economist e Jornal Pequeno. 

Entre as notícias publicadas estão a lavagem de dinheiro por Roseana Sarney em simulação de empréstimo para repatriar US$1,5 mi; a Fundação Sarney fraudando projeto e desviando verba da Petrobrás; o mordomo de Roseana Sarney ganhando R$ 12 mil do Senado; Sarney tido pelo “The Economist” como exemplo de impunidade. O Le Monde trouxe em suas páginas a figura de Sarney como líder de uma máfia familiar. Também noticiados nacionalmente, Fernando Sarney indiciado pela Polícia Federal sob acusação de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, Lobão e aliados com esquema para terem domínio sobre Serra Pelada. Pelo controle que detém dos principais meios de comunicação do estado, notícias nacionais e mundiais não ganham a devida repercussão no Maranhão.

PERSEGUIÇÃO

Após o rompimento com a oligarquia, Zé Reinaldo passou a ser alvo de violentos ataques. Sua postura de enfrentamento e de libertação do estado, desde então, vem incomodando a família Sarney, que sempre rebateu essas ações com artigos ou notícias publicadas nos veículos do grupo. “Foi Sarney quem governou por todos os governadores do Maranhão durante décadas. Eu fui o único que tive coragem de romper com essa família e por isso sou tão atacado”, disse.

A fúria da família pode ser constatada pela armação política que resultou na prisão pela Polícia Federal. O assunto estampou a manchete do Estado do Maranhão. Esse ódio e vingança foram anunciados no mesmo veículo quando José Sarney assinou o artigo intitulado “A hora da decisão”, que classificou o então governador do estado como “Judas andrajoso e repugnante, que vai arder na fogueira”. 

 “Votar em Roseana, João Alberto e Lobão é votar em Sarney. Chega de propagandas caras, de uma campanha rica gasta em municípios pobres. Eles acham que podem comprar tudo, inclusive as pesquisas, mas não podem comprar a vontade do povo”, disse Zé Reinaldo.

Fonte: Assessoria de Comunicação

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ex-secretário de esporte Weverton Rocha é denunciado a justiça

O ex-secretário de Esporte e Juventude, Weverton Rocha(foto) foi denunciado à Justiça estadual peloMinistério Público por ato de improbidade administrativa na obra da reforma do ginásio Costa Rodrigues (Centro). Além de Rocha, a empresa Maresia Construções e outras cinco pessoas também foram denunciadas. Os promotores pediram à indisponibilidade dos bens de todos os envolvidos.

Candidato a deputado federal pelo PDT, Weverton Rocha ocupou o cargo no ex-governo Jackosn Lago (PDT). O ex-secretário é acusado pelo MP de desvio de recursos públicos, de forjar processo administrativo para a contratação da Maresia Construções e aditivar a obra em valor superior ao permitido pela Lei de Licitações.

O processo em que o pedetista Weverton Rocha figura como réu tramita na 2ª Vara da Fazenda Pública, que tem como juiz Carlos Henrique Veloso. Além de Rocha, respondem ao processo o ex-secretário-adjunto radialista Herbert Fontenele; o ex-assessor jurídico Cléber Viégas, Ronalte Carlos Fonseca Marinho, Elison Ferreira Baima do Lago e Leonardo Lins Arcoverde.

No comando da Secretaria de Esporte e Juventude, Weverton Rocha determinou o pagamento de R$ 5.386.944,90 milhões antecipadamente para a Maresia Construções sem que os serviços de reforma do Ginásio Costa Rodrigues fossem feitos.

A reforma do ginásio foi orçada em R$ 1,9 milhão, mas por determinação de Weverton Rocha, o valor foi aditivado em 170% o que elevou o preço da obra para R$ 5,3 milhões, em total descumprimento da leia das licitações.

Durante as investigações os promotores Marcos Valentim e João Leonardo Leal requisitaram a Justiça e foi determinada a quebra de sigilo bancário da Construtora Maresia Ltda., do proprietário da construtora Leonardo Lins Arcoverde e de sua ex-esposa Marly Vieira Nunes Lins Arcoverde.

Na investigação os promotores descobriram que Leonardo Arcoverde utilizou recursos públicos para saldar compromissos pessoais. Para o MP esses atos confirmam o enriquecimento ilícito.

OBRA

O contrato com a construtora Maresia Construções foi firmado em dia 26 de dezembro de 2008 por dispensa de licitação. As as empresas Silveira Engenharia e Construções Ltda. e Construtora Fabro Santos Ltda. também enviaram propostas, mas foram preteridas. Para o MP ocorreram inúmeras omissões e fortes indícios de montagem do processo para favorecer a Maresia Construções.

Em depoimento aos promotores os sócios das empresas concorrentes da Maresia Construções informaram que a convocação para apresentarem as propostas foi feita verbalmente.

A construtora Maresia Construções Ltda. recebeu autorização para iniciar as obras em 02 de janeiro de 2009, mas antes disso, o governo estadual emitiu a Nota de Empenho (2008NE03411 em 26 de dezembro de 2008, no valor de R$ 1,9 milhão. O pagamento desse valor foi feito em três parcelas.

Porém, antes da construtora receber a terceiro do pagamento do R$ 1,9 milhão, em 8 de abril de 2009, Weverton Rocha determinou uma semana antes determinou que não mais se fizesse a reforma do ginásio Costa Rodrigues, mas sim sua demolição e posterior reconstrução. Com a decisão do ex-secretário foi firmado o primeiro aditivo ao contrato no valor de R$ 3.397.944,90 milhões.

Em 16 de julho de 2009, com o Ginásio Costa Rodrigues demolido, Weverton Rocha determinou a paralisação da obra sob o argumento de que a Maresias Construções não cumpriu o prazo contratual de entrega da obra.

Fonte: Blog do Itevaldo

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Há um elo entre a corrupção no Amapá e a do Maranhão

Aluízio Mendes Filho é figurinha carimbada do clã Sarney. Depois virou presença constante das páginas policiais, como veremos mais adiante. Policial Federal, optou por ser uma espécie de factótum da famiglia. Faz de tudo um pouco, inclusive transformar-se em espião de sua própria corporação para tentar salvar Fernando Sarney de investigações e da prisão.

Não pode reclamar. Como segurança do capo Sarney obteve algumas vantagens. O diabo é a imprensa (que segundo Zé Dirceu tem liberdade excessiva no Brasil), essa estraga prazeres. Não fosse pela imprensa e a estudante Gabriela Aragão Guimarães Mendes ainda estaria como funcionária fantasma do Senado. Ela foi nomeada por Agaciel Maia como assessora parlamentar do gabinete de Sarney. No entanto, dava expediente como estagiária na Caixa Econômica Federal. Gabriela, conforme o sobrenome, é filha de Aluízio Mendes.

Quando Roseana Sarney assumiu o governo do Maranhão, Aluísio Mendes Filho foi remanejado de Brasília para São Luís e nomeado secretário-adjunto de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública, o que lhe colocou no colo o sistema de grampos do órgão.

O jornal O Estado de S. Paulo, em matéria publicada nesta semana, diz o seguinte: “Sarney é ainda apontado como suspeito de ordenar a contratação de um helicóptero para o Grupo Tático Aéreo (GTA), contrato que o assessor jurídico afirma ser “absurdo” e fraudulento. O gasto com o aluguel do helicóptero chega a R$ 300 mil mensais, incluindo despesas pagas pelo Estado como combustível e salário dos pilotos. No depoimento, Lima afirmou que “Aldo não tem influência sob o contrato do helicóptero GTA” e que acredita que o caso seria “diretamente” com Sarney”. 

O que o jornal não disse é que Aldo Ferreira, ex-superintendente da Polícia Federal do Amapá, transformado depois em Secretário de Segurança e agora preso sob suspeita de corrupção, é muito ligado a Aluízio Mendes. O leitor descobrirá, ao longo da matéria, que o esquema que gerou corrupção e prisão na Secretaria de Segurança do Amapá tem vínculos indiscutíveis com o do Maranhão.

Por exemplo: foi Aluízio Mendes quem criou o Grupo Tático Aéreo (GTA) do Amapá, mesma fórmula e mesmo nome do do Maranhão. Mas não fica por aí.

O gasto com aluguel que o assessor jurídico em depoimento afirmou ser um absurdo, tinha como beneficiária a empresa do Rio Grande do Sul PMR Táxi Aéreo e Manutenção Aeronáutica S.A. Mesma empresa que no Maranhão substituiu a Flyone quando Roseana Sarney assumiu o governo e Aluízio Mendes se transformou em secretário-adjunto de Inteligência da Secretária de Segurança do Maranhão.

Em abril de 2009, quando o TSE presenteou Roseana Sarney com o Governo do Maranhão, o GTA contava com 10 pilotos, todos treinados e do efetivo da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpos de Bombeiros. Simplesmente nove foram afastados da função. Restou apenas no trabalho Rejane Batista.

Entra o contrato com PRM. A empresa, esclareça-se, tinha tentado contrato no governo José Reinaldo Tavares sem êxito, em 2006. A proposta, que não vingara, previa os mesmos itens, ou seja, só a aeronave. Combustível, hangaragem e tripulação ficavam por conta do Estado.

Só que no Governo Roseana Sarney, com Aluízio Mendes, a PRM conseguiu a vantagem de alugar as aeronaves e ainda incluir os pilotos. Por que gastar dinheiro com um pacote que incluía pilotos (policiais de outros Estados licenciados e contratados pela PRM) se o Maranhão tinha policiais treinados e já trabalhando?  

Mas as suspeitas passam para o escândalo quando toma-se conhecimento de que mais dois helicópteros foram contratados pela Secretaria de Saúde, na gestão do secretário-cunhado Ricardo Murad. Os dois helicópteros foram contratados para prestar serviço na área de Saúde. O problema é que nenhum deles foi adaptados para ao serviço a que foram contratados.

Dados de Auditoria da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), ainda não divulgados, mas a que o blog teve acesso, comprovam que as duas aeronaves contratadas pela Saúde não estão equipadas para os serviços que deveriam prestar. Sequer contam com macas.

Roseana Sarney alardeia em propaganda que adquiriu, por meio de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), um helicóptero. Mais uma inverdade. O convênio foi celebrado em 2008, quando o governador era Jackson Lago (PDT) e a secretária de Segurança era Eurídice Vidigal.

Aluízio Mendes, em relatório do GTA, aparece como um dos pilotos. Mais uma ilegalidade. Além de não ser PHC, o que lhe permitiria pilotar um helicóptero do GTA, a habilitação do secretário-adjunto de Inteligência encontrava-se vencida. No Relatório de Acompanhamento de Execução de Convênio (que o Governo Roseana dava prosseguimento ao convênio feito no Governo Jackson), o nome de Aluízio Mendes desaparece. Mais grave: pilotos que haviam sido afastado a partir de abril, quando Roseana assumir, encontram-se na lista.

Mas as irregularidades prosseguem. No dia 7 de maio de 2009, Roseana Sarney nomeou Lorenzo Ruiz, em cargo de comissão, piloto. Só que há um pequeno problema: Lorenzo nunca foi piloto habilitado pela ANAC. Sempre exerceu a profissão de mecânico.

Parece pouco, se é que tudo relatado acima possa ser pouco. Só que tem mais e mais grave. 
    
Roseana Sarney faz campanha de reeleição num helicóptero. Adivinhem a quem pertence o helicóptero. Isso mesmo, a PRM. A mesma que ganhou o contrato com o Governo do Estado. Para completar o uso do Estado que a famiglia não abre mão, o piloto da aeronave é um militar que não está licenciado. Irregularidade ainda mais grave e que num Estado em que a Justiça Eleitoral fosse minimamente séria, transformaria a filha do coronel em inelegível.

Fonte: Blog do Kenard