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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Quatro faculdades do MA estão com vestibulares suspensos, diz MEC

MEC divulgou lista de 270 cursos que terão o vestibular suspenso.
Faculdades são em São Luís, Timon, Imperatriz e Caxias.


Quatro faculdades do Maranhão estão na lista divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) nesta sexta-feira (6), que vão ter o vestibulares suspensos ou fechados. A lista de cursos e instituições foi divulgada no "Diário Oficial da União".

A Faculdade Maranhense São José dos Cocais, em Timon, e a Faculdade de Imperatriz, no município de Imperatriz, não poderão realizar vestibular para os cursos de ciências contábeis e administração.

A Faculdade Estácio de São Luís, na capital maranhense, não poderá realizar vestibular para o curso de ciências contábies. A faculdade Vale do Itapecuru, em Caxias, não poderá realizar vestibular para os cursos de ciências contábeis e direito.

A penalidade é resultado da divulgação do Conceito Preliminar de Cursos (CPC) de 2012, na última segunda-feira (2). Ela será aplicada aos cursos que tiveram conceito insatisfatório em 2009 e repetiram o resultado em 2012.

O MEC considera insatisfatórios os cursos com conceito abaixo de 3. A escala varia de 1 a 5. A maioria dos cursos com resultados insatisfatórios são de administração (103), seguido por ciências contábeis (51), direito (38), comunicação social (16) e os demais (62). Ao todo, foram avaliados no CPC de 2012 os cursos de humanidades: administração, ciências contábeis, ciências econômicas, design, comunicação social, direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo e turismo. Os cursos superiores de tecnologia das áreas de gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais também foram avaliados.

sábado, 30 de novembro de 2013

Luciano Leitoa recebe a garantia da liberação de R$ 10 milhões em emendas parlamentares para investimentos em Timon

A permanência dos dois dias que o prefeito de Timon, Luciano Leitoa (PSB), esteve em Brasília, visitando os deputados federais da bancada maranhense, já apresentou os primeiros resultados positivos para o município. Ele foi justamente ao Distrito Federal com o objetivo único e exclusivamente de conseguir a garantia da liberação de recursos federais para serem investidos em Timon no próximo ano.
Luciano Leitoa com o deputado Simplício Araújo: R$ 10 milhões para Timon
Dando uma rápida pausa na agenda política e, com isso, voltando-se para as questões administrativas, o prefeito Luciano Leitoa deu uma lição de grandeza ao visitar seu ferrenho opositor, o deputado federal Sétimo Waquim (PMDB), que juntamente com seu grupo político de oposição tem influenciado fortemente nos ataques a atual gestão municipal que só completará um ano em janeiro de 2014. Em alguns casos, as críticas são infundadas e levianas chegando ao ponto de mencionar a vida do ponto de vista pessoal. Sem dúvida, uma prática abominável na politica partidária.

Além de ter visitado o deputado federal Sétimo Waquim (PMDB), Luciano Leitoa também esteve nos gabinetes de outros deputados maranhenses, Domingos Dutra (SDD), Simplício Araújo (SDD), Carlos Brandão (PSDB) e até da sua companheira de partido, Luiz Erundina (PSB-SP).

Nestes encontros em Brasília, o prefeito Luciano Leitoa tentou sensibilizar alguns deputados federais a enviarem recursos através de indicações nas suas emendas parlamentares individuais para que sejam investidas nas mais diferentes áreas no município de Timon.

Leia a matéria completa no Blog do Ludwig Almeida

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Polícia Federal vai fazer diligências para averiguar denúncias contra deputados federais do Piauí e Maranhão

Três deputados federais serão ouvidos e, possivelmente, investigados pela  PF: Iracema Portela (PP-PI), Sétimo Waquim (PMDB-MA) e Edmilson Valente (PC do B-RJ).


Ministro Fux, do STF, autorizou o procedimento, atendendo a pedido do Ministério Público Federal

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, autorizou diligências para averiguação de denúncias anônimas contra o senador Ciro Nogueira. As diligências foram deferidas na petição 5.020/STF com base em manifestação do Ministério Público Federal relativo a procedimento da Corregedoria Geral da Polícia Federal. Segundo a Petição 5.020, o MPF está investigando o parlamentar piauiense de realizar “lobby” envolvendo políticos e empresas com as quais teria ligação.

O despacho de Luiz Fux é datado de 15 de maio de 2013 e refere-se a requerimento do MPF com base em “denúncia anônima noticiando diversas irregularidades, algumas delas atribuídas ao Senador Ciro Nogueira Lima Filho”.

Dentre as acusações feitas pelo Ministério Público estão supostas: utilização da PROPEG – Soluções Criativas para direcionar recursos de divulgação das ações do Ministério das Cidades e do DENATRAN, presidido por Júlio Ferraz Arcoverde, seu sócio nas empresas Seven Bar e Charutaria Ltda e JJE Agenciamento de Seguros Ltda; utilização da Trevo Locadora de Veículos Ltda, de propriedade de Júlio Arcoverde, para fornecimento de notas ficais a Ciro Nogueira e outros parlamentares sem que tenha efetivamente prestado serviço respectivo; utilização, de acordo com o noticiante, da Fundação Cajuína e da Pública Consultoria, Contabilidade e Projetos, ambas de propriedade de Daniela Roberta Duarte da Cunha, para desvio de verba pelo senador e sua esposa, a deputada estadual Iracema Portela.

Veja o infográfico:

No documento, o MPF supõe que “da exposição dos fatos verifica-se que inúmeras irregularidades foram noticiadas, todas relacionadas a Ciro Nogueira ou pessoas de sua convivência, como sócio de empresa, irmãos e esposa”.

No despacho, o ministro Fux Atende aos pedidos do Ministério Público para realização das diligências requeridas, como expedição de ofício ao Senado Federal para que informe se foram apresentadas notas fiscais da empresa Trevo Locadora de Veículos Ltda. Para justificar gastos de Ciro Nogueira; a mesma solicitação é feita em relação à Câmara Federal para a apresentação de notas fiscais da empresa que justifiquem gastos dos parlamentares Iracema Portella, Sétimo Waquim e Edmilson Valente.

O ministro também autorizou que se envie ofício ao Congresso Nacional para que se informe se foram apresentadas emendas parlamentares de autoria de Ciro Nogueira e de Iracema Portella direcionadas à Fundação Cajuína.

Luiz Fux determinou ainda que fique a cargo da Polícia Federal a realização da inspeção in loco para verificar se as empresas Carnaúba Produções Artísticas Ltda. e Trevo Locadora de Veículos Ltda. tem endereço consoante com o indicado pelo MPF. No documento do MPF, “foi informado que as empresas tem sede no mesmo endereço, qual seja, Avenida Senador Arêa Leão, 1801, Jockey Clube, Teresina/PI”

A petição determina, além disso, a realização de oitivas a cerca dos fatos de Júlio Ferraz Arcoverde, Iracema Portella, Sétimo Waquim, Edmilson Valente, Daniela Duarte da Cunha.

No documento, o MPF requere que o presente feito seja autuado com inquérito e destaca que “a investigação dos mencionados fatos de forma isolada não trará prejuízo a presente investigação, pois no presente momento não há indícios concretos de envolvimento de Ciro Nogueira”.

O Capital Teresina tentou entrar em contato com o senador Ciro Nogueira através de sua assessoria, inclusive em Brasília, mas não obteve sucesso.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Justiça do Piauí proíbe ai5piaui de citar o nome de um ‘figurão’


Neste momento, o Blog Leste em Off manifesta solidariedade ao colega jornalista Walcy Vieira, diretor presidente do Portal de Notícias – ai5piauí.com, de Teresina, pela censura imposta pela Justiça do Piauí, no que diz ao cerceamento da liberdade de expressão. Lamentamos tal atitude da Justiça, até porque, queremos uma imprensa livre sem amarras.

DA REDAÇÃO CENTRAL DO AI5PIAUI

Um figurão entrou na Justiça na tentativa de calar o ai5piaui. Ele havia sido citado em matérias jornalísticas na qual também foram publicados documentos comprovando a denúncia, mesmo assim, entrou na Justiça e o Judiciário do Piauí sentenciou o jornalismo do ai5piaui a não mais citar o nome do figurão e retirar do ar todas as matérias que estariam ‘ferindo a sua honra’.

A multa diária determinada pelo juiz é de R$ 10 mil, caso não cumpra a decisão. O diretor-presidente do ai5piaui, jornalista Walcy Vieira, cumpriu a ordem do juiz, na manhã desta quarta-feira (28/11/2012), e vai entrar com recurso para garantir o livre direito de comunicação.

Walcy Vieira também comunicou o ocorrido ao Sindicato dos Jornalistas do Piauí, Federação Nacional dos Jornalistas e Repórter sem Fronteiras. O caso também será levado ao conhecimento de entidades internacionais que defendem a liberdade de expressão.

Há pouco menos de dois meses, episódio idêntico aconteceu com a TV Antena 10, que foi proibida pela Justiça do Piauí de citar o nome de um senador da República, eleito com votos do povo do Piauí.

‘Estamos voltando ao tempo da ditadura, onde não se podia citar nomes de personalidades públicas. Uma coisa é você se sentir ofendido e pedir reparação pelo dano, a outra é a Imprensa ser ferida no seu direito de comunicação, sendo proibida de citar nomes de personalidades’, observa José Olímpio, presidente do Sindicato dos Jornalistas do Piauí.

NOTÍCIA SEM CENSURA

O ai5piaui foi criado fundado há 5 anos, exatamente com o proposito de levar um jornalismo independente, sem ligação com grupos políticos, sem sobreviver através de recursos de prefeitura, nem de Governo do Estado, para poder fazer um jornalismo ‘sem rabo de palha’, mantendo um jornalismo investigativo e denunciando os desmandos.

‘Não existe democracia, sem uma Imprensa verdadeiramente livre’.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

MA é o 5º no ranking de denúncias em abuso e exploração de menores

Do G1 MA

Dados divulgados nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) mostram que o Maranhão ocupa o quinto lugar no ranking de denúncias de violações de direitos humanos de crianças e adolescentes em 2011. Ao todo, o estado tem registrado 4.686 denúncias, estando atrás de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A amostra diz respeito ao levantamento feito nos primeiros quatro meses do ano, período em que o serviço registrou 82.281 ligações de todo o país, uma média de 225 por dia. O número é quase o triplo das denúncias recebidas no ano anterior, quando houve um total de 30.544 – um aumento de 169,4%.
Em uma amostragem realizada ano passado pelo mesmo serviço, o Maranhão registrou, entre os meses de janeiro e agosto, 2.896 denúncias, também em quinto lugar no ranking nacional.
A partir de março de 2011, o atendimento do Disque 100 foi ampliado, passando a funcionar todos os dias, 24 horas. Até então, funcionava das 7h às 22h.
Os dados do Disque 100 devem ser divulgados oficialmente nesta sexta-feira (18), Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ong ligada ao deputado Luciano Leitoa perde qualificação como OSCIP

A secretaria Nacional de Justiça, órgão do Ministério da Justiça, decretou a perda da qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIP, da Associação Brasil Voluntário – Bravo, de Timon. A Bravo responde um processo administrativo sob o nº 08001.002752/2008-72 na secretaria Nacional de Justiça e teve a decisão foi publicada no diário Oficial da União

Leia a matéria completa no Blog do Ludwig Almeida

domingo, 4 de dezembro de 2011

Bravo! O Globo cita Lupi, Weverton e Chico Leitoa em ‘desvio’ milionário envolvendo ONG em Timon

Min. Lupi (PDT)

BRASÍLIA - A fartura de dinheiro repassado pelo Ministério do Trabalho, de Carlos Lupi (PDT), para organizações não governamentais contrasta com a precária estrutura de controle da boa aplicação dos recursos destinados a programas de qualificação de mecânicos, garçons, marceneiros, entre outros trabalhadores. Levantamento com dados do Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) informa que o ministério acumula R$ 282 milhões em prestações de contas de ONGs, fundações e prefeituras não analisadas.

Nos documentos apresentados ao ministério, a Brasil Voluntário informa como endereço um escritório em Timon, no Maranhão, uma das bases eleitorais de Weverton. Em 2008, ano seguinte à assinatura do convênio, dirigentes da entidade teriam ajudado a campanha do ex-deputado Chico Leitoa (PDT) à prefeitura local. Leitoa é um dos principais aliados de Weverton Rocha.

Lupi, Chico Leitoa (barbudo) e Weverton (à D sentado) terão muito o que explicar sobre ONG Bravo de Timon

Isso significa que o ministério liberou o dinheiro, mas não sabe se os serviços foram executados. As pilhas de prestações de contas estão acumulando poeira desde 2004. Entre as contas pendentes estão os processos do Instituto Brasil Voluntário - Bravo, ONG indicada pelo deputado Weverton Rocha (PDT-MA), um dos principais assessores de Lupi à época da assinatura do convênio entre a entidade e o ministério. A entidade firmou, em dezembro de 2007, um convênio de R$ 2.184.870,00 com o pretexto de qualificar jovens para o primeiro emprego. Mas, segundo um fiscal, depois de receber o dinheiro, desapareceu. Esse fiscal relata que a entidade entregou a prestação de contas da primeira parcela (aproximadamente R$ 800 mil) e simplesmente sumiu.

Nos papéis relegados a segundo plano estão ainda uma das prestações de contas da Fundação Pro-Cerrado, do empresário Adair Lima, o mesmo que providenciou um avião para Lupi fazer uma viagem ao Maranhão no final de 2009. Em 2007, a ONG fez convênio de R$ 2.379.282,62 também para qualificar trabalhadores, mas as contas da entidade não foram analisadas. A ONG já caiu na malha fina da CGU e está sob investigação do Ministério Público do Distrito Federal.
Relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) aponta graves irregularidades no convênio. Entre outras ilegalidades, os fiscais verificaram "indícios de fraude na formulação de planilhas de custos de cursos de qualificação específica" e "pagamentos indevidos a servidores públicos".

Em entrevistas ao GLOBO, "ongueiros", políticos e servidores públicos relatam que o "descontrole" no ministério é generalizado e facilita desvios e uso político-eleitoral dos cursos de qualificação profissional. Ano passado, o ex-secretário de Políticas de Emprego Ezequiel Nascimento, então um dos três principais auxiliares de Lupi, fez campanha a deputado distrital pelo PDT com a ajuda de dirigentes da Confederação Nacional dos Evangélicos (Conae), ONG que tinha convênio com a pasta. Em fotos de álbuns da campanha, Nascimento aparece ao lado de pessoas ligadas à ONG.

O sistema de controle do bom uso do dinheiro público é ínfimo. Do começo de 2010 até o início do mês passado, o ministério manteve apenas uma pessoa para analisar contas de todos os convênios. A tarefa é considerada impossível. Só o Projovem, programa destinado a qualificar jovens em início de carreira, consome uma média de R$ 400 milhões por ano. Com o recrudescimento das denúncias, o setor foi reforçado. Agora, conta com quatro técnicos. Ao todo, o ministério dispõe de 16 profissionais para analisar a papelada das ONGs. Técnicos da área dizem que, para fazer um serviço de qualidade razoável, seria necessário, no mínimo, dobrar esse contingente.

A interface entre ONGs e o Ministério do Trabalho cabia a um seleto grupo de, agora, ex-auxiliares de Lupi: Marcelo Panella, ex-chefe de gabinete; Ezequiel Nascimento, ex-secretário; e Weverton, ex-assessor especial. Entre as entidades ligadas a Panella estariam a CCM Cidade Maravilhosa e a ABPA (Associação Brasileira de Prevenção de Acidentes), no Rio de Janeiro. O ministro não participava das conversas com donos de ONGs. Ele só entrava em cena para selar os compromissos e reforçar a cumplicidade entre o dono do cofre e a entidade beneficiada.

A Conae é também um ponto de conexão entre as entidades financiadas pelo Ministério do Trabalho e o escândalo que resultou na demissão do ex-ministro do Esporte Orlando Silva. Numa das prestações de contas da ONG constam cinco notas fiscais no valor total de R$ 670.259 fornecidas pela JG Alimentos e Serviços Gerais, empresa de Miguel Santos Souza. O empresário é acusado de fornecer em Brasília notas fiscais frias para as ONGs do soldado João Dias, pivô da queda de Orlando Silva.

A farra das ONGs, investigada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e duramente criticada pela Comissão de Ética da Presidência, aprofundou o racha do PDT e isolou ainda mais o ministro. O ex-deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), um dos principais herdeiros do ex-governador Leonel Brizola, entende que Lupi perdeu as condições políticas de permanecer no ministério e não apenas pelas irregularidades denunciadas. Para Vivaldo, o mais grave em tudo isso foi que Lupi mentiu para o Congresso e para a presidente Dilma Rousseff ao negar qualquer vínculo com o ongueiro Adair Meira.

— Antes da assinatura dos convênios ou da liberação de cada parcela, o Lupi ligava (para o beneficiário do contrato) e dizia: "olha, o convênio foi aprovado", "o dinheiro vai ser liberado" etc. — disse um ex-colaborador do ministro.

O ministério não fez comentários sobre as ligações de Lupi para dirigentes de ONGs e prefeituras beneficiadas com convênios. Procurado pelo GLOBO, Weverton não quis dar entrevista. Segundo um de seus assessores, o deputado disse não ter vínculo com a ONG Brasil Voluntário. Ezequiel Nascimento e Adair Meira não atenderam as ligações do jornal. No telefone do Instituto Brasil Voluntário que aparece na internet ninguém atendeu as ligações do jornal na quarta, quinta e sexta-feira.
— A questão da mentira pesa. A forma como ele respondeu a todas aquelas questões não é a recomendável. Está claro que o ministro não tem condições de ficar. Um ministro não pode exercer um cargo cercado de dúvidas — disse Vivaldo.

Fonte: O Globo

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Corrupção faz Brasil perder o equivalente a uma Bolívia


Folha de São Paulo

Pelo menos o valor equivalente à economia da Bolívia foi desviado dos cofres do governo federal em sete anos, de 2002 a 2008.

Cálculo feito a partir de informações de órgãos públicos de controle mostra que R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção no período --média de R$ 6 bilhões por ano, dinheiro que deixou de ser aplicado na provisão de serviços públicos.

Com esse volume de recursos seria possível elevar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família --hoje quase 13 milhões. Ou ainda reduzir à metade o número de casas sem saneamento --no total, cerca de 25 milhões de moradias.

O montante apurado faz com que escândalos políticos de grande repercussão pareçam pequenos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Íntegra da Veja citando novamente Weverton

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Lupi e Weverton usaram jatinho de dono de ONG

Da Veja:
Weverton Rocha voltou a ser notícia na Veja
O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, terá mais uma oportunidade de mostrar que é um “osso duro de roer”. Reportagem de VEJA desta semana mostra que, em dezembro de 2009,  o ministro cumpriu agenda oficial usando um avião privado, alugado pelo dono de uma rede de ONGs. Pior: o dono de ONGs integrou a comitiva e, meses depois, ganhou um contrato (entre outros que já detinha, alguns deles investigados por irregularidades) para atender a projetos da pasta de Lupi na mesma região visitada com a aeronave. Como diz a reportagem, “mais uma daquelas clássicas confraternizações entre interesses públicos e privados, cuja despesa acaba sempre pendurada na conta do contribuinte”.
Em dezembro de 2009, Lupi percorreu sete municípios do Maranhão para o lançamento de um programa de qualificação profissional no estado. Viajou a bordo de um King-Air branco com detalhes em azul, prefixo PT-ONJ, na companhia de três pedetistas e um convidado especial.
Os pedetistas eram o ex-governador do estado Jackson Lago, já morto; o então secretário de Políticas Públicas de Emprego, Ezequiel de Sousa Nascimento; e o então assessor de Lupi e hoje deputado federal Weverton Rocha. O convidado especial era Adair Meira, que chefia uma rede de ONGs conveniadas com o ministério. Foi ele, interessado direto no périplo de Lupi, quem ‘providenciou’ o avião.
Como é o nome?
Na semana passada, VEJA revelou que caciques do PDT comandados por Lupi transformaram os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. As denúncias levaram o ministro a prestar esclarecimentos ao Congresso, onde afirmou desconhecer Adair: “Eu não tenho relação nenhuma com o – como é o nome? – seu Adair.”
Lupi afirmou também nunca viajar em aviões particulares. Mas esqueceu de combinar a versão com seus antigos assessores. A VEJA, Ezequiel Nascimento confirmou a presença de Adair nos voos e foi taxativo ao apontar quem bancou o giro pelo Maranhão: “O Adair.”
Procurado por VEJA, Weverton Rocha confirma que o avião foi alugado para servir à agenda oficial do ministro, mas diz que quem pagou por isso foi o PDT. Sua versão não faz sentido, dado que era uma viagem oficial do ministro. Ainda que fizesse, é um absurdo do ponto de vista ético. De resto, não explica o que Adair fazia no voo. No esquema de extorsão revelado por VEJA, Weverton é apontado o responsável por fixar os valores da propina cobrada das ONGs.
Competência
Indagado sobre o caso, Adair diz que nunca viajou no mesmo avião que Lupi, que não tem qualquer relação com o ministro e que suas ONGs são escolhidas pelo ministério por critérios de competência.
Entre as ONGs de Adair estão a Fundação Pró-Cerrado e a Renapsi. Desde 2008, elas já receberam 10,4 milhões de reais do ministério. Tanta competência ainda não convenceu a Controladoria-Geral da União. Ao passar um pente-fino nos contratos, a CGU encontrou irregularidades de todo o tipo e apontou: “não foi demonstrada nenhuma providência para superação das falhas”. A Procuradoria da República já pediu a devolução dos recursos embolsados pelas entidades de Adair.

sábado, 5 de novembro de 2011

Extorsão no Ministério do Trabalho: assessores de Lupi são acusados de cobrar propina de ONGs para liberar repasses


Relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores revelam que caciques do PDT transformaram órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão

              Para escapar das investigações, entidades precisam 'doar' entre 5% e 15% do valor do contrato ao PDT de Carlos Lupi


Reportagem de VEJA desta semana revela que caciques do PDT comandados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, transformaram os órgãos de controle da pasta em instrumento de extorsão. Conforme relatos de diretores de ONGs, parlamentares e servidores públicos, o esquema funciona assim: primeiro o ministério contrata entidades para dar cursos de capacitação profissional, e depois assessores exigem propina de 5% a 15% para resolver 'pendências' que eles mesmos criam.



Deputado Weverton Rocha: Equipe muito profissional

O Instituto Êpa, sediado no Rio Grande do Norte, foi um dos alvos do achaque. Após receber em dezembro de 2010 a segunda parcela de um convênio para a qualificação de trabalhadores no Vale do Açu, a entidade entrou na mira dos dirigentes do PDT. O ministério determinou três fiscalizações e ordenou que não fosse feito mais nenhum repasse. Ao tentar resolver o problema, os diretores do instituto receberam o recado: poderiam regularizar rapidamente a situação da entidade pagando propina. Para tanto, deveriam entrar em contato com Weverton Rocha, então assessor especial de Lupi, ou Anderson Alexandre dos Santos, coordenador-geral de qualificação. Ambos respondiam a Marcelo Panella, então chefe de gabinete, homem de confiança do ministro e tesoureiro do PDT.
De acordo com os relatos obtidos por VEJA, Weverton era um dos responsáveis por fixar os valores da propina, e a Anderson cabia fazer o primeiro contato. Feito o acerto, o dinheiro era entregue a um emissário do grupo no Rio de Janeiro. "Você não tem defesa. Já prestou serviço e sofre a ameaça de não receber. Se o sujeito te põe contra a parede, o que você faz?", diz um dos dirigentes da ONG Oxigênio, outro alvo de achaque, que admite ter desembolsado 50 mil reais para resolver 'pendências'. "Quando você tenta resistir, sua vida vira um inferno."
O Palácio do Planalto monitora o caso. Deputados federais do próprio PDT contaram a Giles Azevedo, chefe de gabinete de Dilma, que Panella estaria cobrando propina de ONGs. Por ordem da Casa Civil, Panella foi demitido dias depois, em agosto. Panella nega. "Saí porque não me adaptei a Brasília", diz o ex-chefe de gabinete de Lupi por quatro anos. Weverton, que assumiu em outubro mandato de deputado federal, também nega. "Quando uma entidade te procura, é porque ela tem problema, mas nossa equipe sempre foi muito profissional", diz.
Escândalos em série - Em dez meses, escândalos em série já derrubaram cinco ministros de Dilma Rouseff: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte). 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

ONGs do PDT envolvidas em desvios em ministérios


Do iG:
O delator do esquema de desvio de recursos do programa Segundo Tempo do Ministério do Esporte,Geraldo Nascimento, envolveu mais uma ONG conveniada com o Ministério do Trabalho às supostas fraudes. De acordo com ele, representantes da Fundação Oscar Rudge, dirigida por uma pedetista, também teriam recebido dinheiro desviado dos contratos com o governo.
Nesta terça-feira o iG revelou que a direção da Confederação Nacional dos Evangélicos (Conae) é vinculada ao PDT. Com isso, a Oscar Rudge é a segunda ONG ligada ao partido trabalhista e conveniada com o Ministério do Trabalho suspeita de irregularidades.
Prédio onde fica escritório da ONG Oscar Rudge, no Rio

“A Oscar Rudge eu fui lá no Rio de Janeiro sacar dinheiro, sai de Brasília às 5h da manhã, cheguei no Rio de Janeiro às 9h. Às 11h saquei, às 14h estava de volta. Fazia esse percurso, ia num dia e voltava do Rio de Janeiro para sacar dinheiro para esse povo. Saques altos”, disse o delator numa gravação a qual o iG teve acesso.
A reportagem tenta contato com a Fundação desde a semana passada, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A Oscar Rudge é sediada no Rio de Janeiro e presidida por Clemilce Carvalho. Filiada ao PDT desde 2005, ela tentou uma vaga na Câmara Federal em 2006, quando seu correligionário e atual Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, concorreu ao governo fluminense. Os dois foram derrotados nas eleições.
No convênio com o Ministério do Trabalho, firmado em 2007, a ONG recebeu R$ 8,1 milhões para promover qualificação profissional de jovens no Rio de Janeiro. Para fornecer lanches aos alunos do projeto, a entidade contratou por R$ 1 milhão a JG Alimentos Preparados, sediada em Brasília.
A empresa tem como sócio o próprio delator Nascimento, e é acusada pelo Ministério Público de ter sido criada somente para a prática de atos criminosos, “notadamente (para) o fornecimento de notas fiscais inidôneas – ‘frias’ – para serem utilizadas na comprovação do suposto cumprimento dos objetos dos Convênios”.
A contratação da JG se deu por meio de pregão de menor preço. Quem também participou do certame, e ficou em segundo lugar, foi a Transnutri Alimentos e Transportes LTDA. Segundo Nascimento, a Transnutri também fazia parte do esquema montado para o desvio de recursos públicos.
Em relação à prestação de contas da entidade, o Ministério do Trabalho informou ao iG que toda a documentação comprovando a realização dos cursos foi entregue à pasta. Disse também que as metas de contratação de jovens formados foram batidas.
“No âmbito do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego foi firmado com a Fundação Oscar Rudge, convênio nº 065/2007 para a execução da ação – Consórcio Social da Juventude. Foi disponibilizada a meta para qualificação de 4.500 jovens. Foram efetivamente qualificados 4.191 jovens, e comprovada meta de inserção de 1.494 jovens no mundo do trabalho. A Prestação de Contas Final foi analisada e aprovada, à luz da documentação apresentada pela Fundação ao MTE. Portanto, a situação da Fundação perante o MTE, até a presente data, está regular”.

domingo, 30 de outubro de 2011

Carlos Lupi, a bola da vez

Seis ministros na rua desde junho. Um a cada 23 dias. Este retrospecto com jeitão de recorde fez um importante assessor de Dilma garantir: “Agora, até a reforma ministerial de fevereiro, ministro só deixa o governo por morte natural ou suicídio”. Bem, se surgir um novo escândalo, a solução talvez seja antecipar a reforma ministerial.



Carlos Lupi(centro) durante visita ao Centro da Juventude de Timon
A propósito, é grande a preocupação no Planalto com a situação de Carlos Lupi. Na bolsa de apostas dos ministros, Lupi é a bola da vez. A CGU, ainda que discretamente, vem mapeando eventuais encrencas na pasta.
Por Lauro Jardim

Morre o pai do deputado estadual Alexandre Almeida (PSD-MA)


Comunicamos o falecimento do pai do deputado  estadual Alexandre Almeida, ocorrido na madrugada do dia 27/11, em Brasília (DF).
Antônio Alves Almeida era ministro aposentado do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC).
Neste momento, o deputado Alexandre Almeida encontra-se em Brasília, onde deve acompanhar o velório e o sepultamento.
(Assessoria Dep. Alexandre Almeida)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Governo paga R$ 6,2 milhões para projeto fantasma da Copa de 2014


Convênio assinado com sindicato das associações de futebol profissional para cadastrar torcida organizada teve verba liberada em tempo recorde, mas entidade não sabe como cumprir o prometido

SÃO PAULO e BRASÍLIA - O governo federal repassou R$ 6,2 milhões a um sindicato de cartolas do futebol para um projeto da Copa do Mundo de 2014 que nunca saiu do papel. Sem licitação, o Ministério do Esporte contratou o Sindicato das Associações de Futebol (Sindafebol), presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi, para fazer o cadastramento das torcidas organizadas dentro dos preparativos para a Copa. O contrato foi assinado no dia 31 de dezembro de 2010 e todo o dinheiro liberado, de uma vez só, em 11 de abril deste ano. O projeto, porém, jamais andou.
O Ministério do Esporte foi célere em aprovar o convênio, entre novembro e dezembro de 2010, com base em orçamentos e atestados de capacidade técnica apresentados pelo sindicato. O Estado obteve os documentos. O negócio rápido e milionário teve um empurrão oficial de Alcino Reis, assessor especial de futebol do ministério e homem de confiança do ministro Orlando Silva (PC do B) - de quem é correligionário no PC do B.

O convênio, que faz parte do projeto Torcida Legal, foi assinado por Reis e pelo secretário executivo do ministério, Waldemar Manoel Silva de Souza.

As empresas que aparecem como responsáveis pelos serviços do projeto nunca foram contratadas pela entidade dos cartolas, dirigentes de clubes, que leva o nome oficial de Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas (Sindafebol). Os atestados de capacidade técnica entregues ao governo, por exemplo, foram feitos pelo próprio sindicato.

Na terça-feira, 30, questionado pelo Estado, o presidente do Sindafebol admitiu que a entidade não tem estrutura para tocar o convênio. "Dissemos ao ministério que nunca tínhamos feito isso. O sindicato não tinha experiência, e se colocou à disposição do ministério", disse Contursi, ao justificar a paralisia do projeto. Os R$ 6,2 milhões recebidos, afirmou, estão parados numa conta bancária controlada por ele próprio.

O cartola admitiu que, diante das dificuldades do sindicato em cumprir as metas, a execução do contrato poderá ser "reavaliada", contrariando o discurso do governo de que tudo está dentro do planejado. O Ministério do Esporte alega que escolheu o Sindafebol, sem licitação, por ser mais "adequado" para tocar o projeto.

Fonte; O Estadão

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Curso ensina como ganhar a eleição com apenas R$ 10


Derrotado em 2010 pela presidente Dilma Rousseff, ex-vice de Serra, Índio da Costa monta curso para dar noções de como ganhar a eleição para vereador.
Bruno Boghossian
O Estado de S.Paulo



Por uma taxa de R$ 10, o ex-deputado Indio da Costa(foto) promete formar candidatos qualificados para disputar vagas nas Câmaras Municipais brasileiras em 2012.
O futuro presidente do PSD no Rio mandou espalhar 65 outdoors pela capital fluminense para anunciar o curso Seja Vereador. Em três horas de aula, ele espera passar noções de atividade legislativa, administração pública municipal e mostrar aos alunos “como ganhar uma eleição”.
- Nosso objetivo é elevar o nível da política brasileira. A ideia é atrair pessoas novas, que nunca militaram politicamente e têm capacidade de gerar voto.
Indio foi vereador, deputado federal e candidato a vice na chapa do tucano José Serra na campanha presidencial do ano passado.
O site do curso [sejavereador.org.br] convoca líderes comunitários, estudantis e de movimentos sociais e promete ensinar “o passo a passo para a vitória”.
A página informa que a taxa de R$ 10 é simbólica e coffee breaks serão oferecidos nos intervalos das apresentações.
- O valor é simbólico, uma taxa para evitar que apareçam pessoas que não têm nenhum interesse político.
Os seminários serão usados para arregimentar candidatos para o PSD, em processo de formação. Um instituto coordenado por Indio será o organizador do curso, mas o novo partido passará a conduzir os seminários depois que for criado oficialmente.
Um projeto piloto começa em setembro, no Rio, e vai até 4 de outubro – três dias antes da data-limite de filiação de candidatos para as eleições de 2012. O ex-deputado garante que os alunos serão livres para decidir se querem se filiar ao PSD e afirma que o curso será aberto a políticos de outras legendas.
- Se vierem quatro ou cinco pessoas novas [para o partido], é um avanço. Não queremos buscar quem já está na política e tem um eleitorado que não passa de 5.000 votos. Buscamos uma oxigenação.
No Rio, os outdoors do curso serão expostos principalmente nas zonas norte e oeste, onde estão concentrados bairros populares e a maior parte da população da cidade.
Relator do projeto da Lei da Ficha Limpa, Indio cobra dos futuros alunos um passado sem condenações na Justiça, conforme escreveu no site do curso.
- Amar o Rio, querer conhecer política e ser ficha limpa são os únicos pré-requisitos que você precisa preencher.
As aulas serão levadas a outros Estados após a criação do PSD. Indio diz que conversou com o vice-governador Guilherme Afif Domingos para levar os seminários a São Paulo.
O objetivo é preparar para a campanha os que já estiverem filiados ao partido.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Com medo de escândalo, Flávio Dino cancela licitação milionária na Embratur


De O Globo:
Presidente da EMBRATUR
Brasília – As suspeitas de fraudes com verbas do Turismo, que já resultaram na prisão de 36 pessoas há duas semanas , não se limitam ao jogo de cartas marcadas entre integrantes da cúpula do ministério e organizações não governamentais fajutas. Diante do risco de um novo escândalo, o presidente da Embratur, Flávio Dino, decidiu na última terça-feira cancelar, por suspeita de irregularidades, a licitação de R$ 10 milhões para escolher a empresa que se encarregaria da administração dos Escritórios Brasileiros de Turismo (EBTs) no exterior.
A disputa teria sido direcionada para favorecer a Interamerican Viagens e Turismo e a Promo Brasil Representação, as duas primeiras colocadas na concorrência. A Interamerican tem entre os sócios a mulher e o sogro de José Zuquim, ideólogo petista para assuntos de turismo. A Promo pertence a Gisele Antunes Lima, também próxima de Eduardo Sanovikz, presidente do Anhembi Parque na administração da ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy. A gestão dos EBTs no exterior é um dos contratos mais cobiçados da Embratur. Os dirigentes dos escritórios se tornam uma espécie de “diplomatas do turismo” brasileiro em vários países.
Flávio Dino cancelou a concorrência por recomendação da Comissão de Licitação. Oficialmente, a Embratur alega que decidiu refazer o processo porque a vencedora da disputa, a Interamerican, abriu mão de um dos dois contratos. Isso prejudicaria o resultado final do programa. Mas dirigentes da própria instituição confidenciaram ao GLOBO que o certame foi cancelado por suspeita de irregularidades. Ao abrir mão de um dos contratos, a Intermarican favoreceria a Promo. A concorrência teve início no fim do ano passado, ainda durante a gestão do ex-secretário-executivo do ministério Mário Moysés, um dos investigados na Operação Voucher.
A Embratur dividiu a concorrência em dois blocos. Na disputa pelo lote A, as empresas deveriam apresentar propostas sobre a administração dos EBTs na América do Norte e na do Sul. No lote B, estava em jogo o mercado da Europa. Nos dois casos, as empresas deveriam apresentar projetos para divulgar pontos turísticos do Brasil no exterior e atrair visitantes ao país. A Interamerican ficou em primeiro lugar nas duas disputas. Mas, de forma surpreendente, desistiu do mercado europeu.
O pedido de renúncia ao segundo lote foi enviado à Comissão de Licitação no fim de julho, quando o processo já estava quase concluído. Com isso, a Embratur teria que entregar o contrato para a segunda colocada, a Promo. Mas integrantes da comissão desconfiaram da manobra e recomendaram a revogação de todo o processo, o que foi aceito por Flávio Dino.
Danielle Clouzet de Roman, uma das donas da Interamerican, disse não ver problema em abrir mão de um contrato.
- A gente escolheu o objeto que mais nos interessava: a América do Norte e a do Sul.
José Zuquim confirmou ligação com integrantes da cúpula do PT de São Paulo, mas disse que não teve qualquer ingerência nos negócios de Danielle. Gisele Lima também negou qualquer irregularidade. Segundo ela, a Promo ficou em segundo lugar e estava habilitada para tocar o programa do segundo lote porque tem profissionais competentes.