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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Nitroglicerina Pura: Vem bronca por aí!!!

Mais uma bronca para ex-figurões tupiniquins virá a público nos próximos dias. As tais figuras não tem pena da coisa pública e se envolveram onde não deveriam.

Uma auditoria realizada por um órgão federal de bastante respeito detectou o desvio de mais de R$ 900 mil de recursos públicos. Pelo menos é que verificou o redator deste blog através de uma minuciosa pesquisa feita numa farta documentação repassada por uma fonte altamente confiável e com trânsito nos corredores de Brasília. A coisa parece ser mais grave do que se pode imaginar.

Leia a matéria completa no >> www.blogdoludwig.com

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Governo Roseana Sarney "torra" em diárias R$ 21,6 milhões em oito meses

Nestes oito primeiros meses de 2013, o Governo Roseana Sarney simplesmente abusou nos gastos em farras de diárias envolvendo os seus auxiliares do primeiro, segundo e até terceiro escalões na esfera do Poder estadual. Conforme levantamento preliminar que vazou para a imprensa, já foram torrados neste ano, nada mais, nada menos do que R$ 21,6 milhões em diárias.  

A Secretaria de Estado da Saúde - SES, cujo titular é o cunhado da governadora Roseana Sarney, Ricardo Murad, consumiu em diárias R$ 3,3 milhões, enquanto que os hospitais públicos funcionam precariamente em todo o Maranhão.  A própria govenadora Roseana gastou R$ 39,2 mil, e o vice-governador petista Washington Oliveira não ficou muito atrás gastou também R$ 39 mil, perfazendo entre ambos um valor superior a R$ 78 mil.

O Blog Leste em Off vem criticando há pelo menos cinco anos os gastos abusivos com diárias nos órgãos públicos, notadamente no estado do Maranhão.  Por exemplo, fiquei sabendo quais são as pastas do governo estadual consideradas mais gastadoras.  São elas: fora a Saúde – com mais de R$ 3 milhões; Casa Civil – mais de R$ 1 milhão; Educação – quase R$ 1,5 milhão; Delegacia Geral da Polícia Civil - mais de R$ 3 milhões e Secretaria da Justiça e da Administração Penitenciária –  quase R$ 1,5 milhão.

Nos dois últimos casos, percebe-se a importância da existência dos dois últimos órgãos, no caso a Delegacia Geral da Polícia Civil e Secretaria da Justiça e da Administração Penitenciária devido suas respectivas finalidades junto a sociedade que não serve para trampolim político.  Uma serve para prender bandidos e reprimir a criminalidade e a outra cuida dos presos da justiça. Então, neste caso, os gastos são até justificáveis nas despesas com diligências e investigações policiais e transferências de presos.

ABERRAÇÃO

O blog  descobriu em minuciosa investigação que um determinado assessor da Secretaria de Estado da Saúde, nível de terceiro escalão, lotado na Região dos Cocais, com três municípios gastou mais com diárias do que um secretário de estado, chegando a consumir até o dia 15 de agosto de 2013, o valor de R$ 9.861,00. Enquanto isso, a esposa do mesmo gestor que vem a ser sua assessora dele recebeu em igual período, a importância de R$ 7.803,00. Os nomes de todos os assessores que receberam diárias serão divulgados posteriormente neste espaço jornalístico. Aguardem!!

quinta-feira, 21 de março de 2013

Exclusivo: Marco Lago denuncia descaso com a saúde pública de Timon

Vereador Marco Lago (Foto: Dantércio Cardoso)

Para o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Marco Lago, o caos na saúde pública de Timon reflete o descaso do governo Roseana Sarney com o povo timonense. Ele garantiu que vai atuar com muita transparência e não levará em conta as diferenças partidárias. Leia a entrevista que o vereador do PTC concedeu ao repórter Ademar Sousa.

Tribuna do Maranhão - O que foi tratado na reunião que o senhor participou envolvendo várias autoridades responsáveis pelo setor da saúde pública, envolvendo gestores do Hospital Alarico Pacheco, UPA, Município e representantes da Câmara Municipal e Ministério Público?

Vereador Marco Lago – Meu caro jornalista Ademar Sousa , a reunião serviu de fato para em primeiro lugar amenizar os gargalos existentes na saúde de nossa cidade, além de buscar uma definição de quem atende o que.

Tribuna do Maranhão – A direção geral do Hospital  Regional Alarico Pacheco parece disposta a não colaborar para a melhoria do funcionamento daquela casa de saúde. O que a Câmara Municipal pode fazer para reverter essa situação?

Vereador Marco Lago – O hospital através da pessoa do Dr. Abreu se mostrou interessado em colaborar, mas infelizmente não tem qualquer autonomia. Sobre a Câmara, é papel do vereador de fato em primeiro lugar fiscalizar. Isso pode ter certeza de que a Comissão vai fazer com total transparência, sem olhar partido político, cor, religião. O papel é de agir com total transparência.

Tribuna do Maranhão – Atualmente, o Hospital Alarico Pacheco realiza menos de 30 cirurgias mês.  No passado, chegou a realizar mais de 300 cirurgias mês.  A quem o senhor atribui essa queda drástica na quantidade de cirurgias?

Vereador Marco Lago – Segundo o diretor do hospital, só são realizadas 04 cirurgias por dia no Hospital Alarico. A meu ver trata-se de uma quantidade muito pequena de procedimentos diante da grande população que depende daquele hospital. Na verdade essa queda drástica nada mais é do que prioridades do Governo do Estado. Timon não é prioridade a meu ver para o Governo do Estado.

Tribuna do Maranhão – O senhor tem dados precisos sobre os valores encaminhados  ao município de Timon a cada mês?

Vereador Marco Lago – Sim, hoje é muito fácil qualquer cidadão acompanhar os repasses realizados para seu município pelo portal Brasil Transparência. O recurso é considerável, mas os problemas e os gargalos a serem resolvidos também são.

Tribuna do Maranhão – Como ficou a situação da grande demanda de mais de 500 cirurgias pendentes na mudança do governo municipal?

Vereador Marco Lago – Infelizmente ainda não foi resolvida essa questão, mas acredito que existindo uma união de todos que respondem pela saúde de nossa cidade isso será amenizado.

Tribuna do Maranhão – Falta compromisso do governo estadual  do Maranhão com o povo de Timon, notadamente na área de saúde?    
      
Vereador Marco Lago – Não tenho qualquer dúvida em relação a isso. Prioridade é a palavra-chave. A meu ver não existe um desejo do Governo do Estado em resolver isso, caso contrário já teria feito.

Tribuna do Maranhão – Em Timon, o que falta é qualificação gerencial. O que o senhor quer dizer com isso?

Vereador Marco Lago – Caro  jornalista Ademar Sousa,  a falta de qualificação é um grande entrave para que possamos tocar melhor a saúde. Além de um atendimento mais humanizado.

Tribuna do Maranhão – O que o senhor acha da mudança de referenciamento dos pacientes de Timon ignorando a estrutura do HRANP para o Hospital de Coroatá. O senhor vê isso como manobra política para beneficiar o secretário Ricardo Murad?

Vereador Marco Lago – Não gostaria de entrar nesse mérito político, mas Timon, pela quantidade de habitantes e pela quantidade de cidades próximas, deveria ter uma atenção mais especial. A distância para Coroatá, com toda certeza se torna inviável para encaminhar pacientes de nossa região. A distância pode ser um fato gerador de óbitos. Na reunião provocada pelo Promotor Dr. Borges, ouvimos relatos de médicos aterrorizados pela situação e falta de leitos na região, tendo que encaminhar pacientes para Coroatá, colocando em risco a vida de muitos e levando famílias ao completo desespero por não terem como acompanhar seus parentes enfermos em uma cidade tão distante. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Roseana despreza Saúde de Timon

Do jornal Tribuna do Maranhão

Com uma população de aproximadamente 160 mil habitantes, Timon (MA) é a quarta maior cidade do estado, mas esse fato em nada contribui para que receba do governo estadual a atenção que merece, especialmente no que diz respeito aos investimentos em saúde pública.
Entrada principal isolada
Levando-se em conta o tamanho da cidade, sua população e o fato de ser um município-polo, que recebe pacientes de municípios vizinhos, os recursos destinados ao atendimento de saúde em Timon não garantem o bom funcionamento da rede de saúde pública.

A prefeitura recebe R$ 1 milhão e 300 mil, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), R$ 1 milhão, e o Hospital Regional apenas R$ 700 mil, totalizando R$ 3 milhões. Houve uma redução drástica de recursos.
Ala onde deveria funcionar a UTI
Muitos timonenses pobres morrem à míngua por falta de atendimento médico. O Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, mantido pelo Governo do Estado, em passado recente fazia 300 cirurgias/mês e hoje não faz mais que 30 procedimentos/mês. Mais de 700 pacientes aguardam na fila de espera para se submeter a cirurgia, o que dá uma ideia do caos no setor de saúde em Timon.
Umas da recepções do hospital está abandonada
Para complicar ainda mais as coisas, o secretário estadual de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, transferiu para o município de Coroatá, que fica há 230 quilômetros de Timon e é governado por sua mulher, Teresa Murad, a maior parte dos recursos que deveriam ser canalizados para o Hospital Alarico Pacheco.

Há 4 meses, Murad construiu, equipou e inaugurou no município governado por sua mulher, o Hospital Macrorregional Alexandre Mamede Trovão, em Coroatá, que funciona como hospital de referência, recebendo os pacientes de outros municípios da região que necessitam de internação em UTI’s.
Sala abandonada
Antes esses pacientes eram internados em hospitais de Teresina, capital do Piauí, que fica a menos de 600 metros de Timon e podiam ser acompanhados pelos seus familiares, mas o secretário Ricardo Murad, alegando que as despesas eram muito altas, decidiu transferir esse atendimento para a cidade de Coroatá.
Secretário de Saúde, Ricardo Murad
Por conta disso e de promessas não cumpridas, o secretário de Saúde do Estado do Maranhão é persona non grata para os timonenses. Em diversas visitas ao município, ele prometeu otimizar o atendimento de saúde em Timon e chegou a prometer que a cidade contaria até com uma UTI aérea, promessa encarada como deboche pela população.

Hoje, as famílias pobres de Timon não têm como acompanhar seus doentes transferidos para o distante município de Coroatá, terra natal do secretário de Saúde. Sem contar com os riscos a que são submetidos os pacientes de UTI’s numa viagem de 230 quilômetros, o que deixa apreensivos os familiares.

Kennedy Gedeon
O vereador Kennedy Gedeon tenta minimizar o problema dizendo que o Hospital Regional Alarico Pacheco vem cumprindo o seu papel, funcionando como hospital-maternidade e atendendo outros pacientes em diversas clínicas, mas não conta com o UTI, razão pela qual os pacientes que necessitam desse tipo de internação devem ser mesmo transferidos para o hospital de Coroatá.

Interpelado se não seria muito mais racional o Governo do Estado investir na reforma e ampliação do hospital regional de Timon, Kennedy Gedeon garante que esse projeto já está sendo elaborado e que dentro de dois ou três meses será realizada a licitação.

Poucos, porém, acreditam nas boas intenções do secretário estadual de Saúde. O vereador Marco Lago (PTC) lamenta a situação em que se encontra o setor de saúde e diz que Timon não está entre as prioridades do governo Roseana Sarney.

Um funcionário do hospital, que não quis se identificar temendo represálias, vai mais longe nas críticas e diz que o hospital de Timon tem estrutura para funcionar como um hospital de grande porte, mas não tem sequer uma UTI. “O Alarico Pacheco, na verdade, funciona apenas como cabide de emprego,” diz.

REFORMA

No governo Jackson Lago, o Alarico Pacheco passou por uma grande reforma e ganhou um anexo moderno, onde funcionam a administração, lavanderias, refeitório, cozinha, auditório e recepção, mas antes que fosse feita a fachada do novo prédio, Jackson foi cassado pela Justiça Eleitoral e a obra não foi concluída pelo governo Roseana Sarney, apresentando hoje um aspecto deplorável. Por essa razão, o acesso ao setor administrativo é feito por um portão improvisado. 
Construções caindo
Sem equipamentos, o hospital funciona precariamente. Tem enfermaria que não conta com um leito sequer e outras com um ou dois leitos. Segundo a nossa fonte, isso acontece porque não há manutenção: quando quebra uma cama eles jogam no lixo e não há reposição. Médicos e pessoal de apoio se desdobram para atender decentemente a quem procura aquela Casa de Saúde, mas pouco podem fazer.
Piso do hospital apresentando defeitos
Houve um verdadeiro retrocesso na saúde pública de Timon. Ao completar 31 anos de existência, o Hospital Regional Alarico Pacheco é o retrato do abandono. Perdeu o status de hospital regional e não atende mais nem casos de pequena complexidade. Se um cidadão quebrar um dedo tem que ser encaminhado para o HUT. Há 20 anos, o setor de ortopedia funcionava perfeitamente. Hoje, não existe mais.
Muro do hospital Alarico Pacheco
O atendimento de urgência obstetra é feito no mesmo setor do ambulatório, que não oferece condições adequadas para receber as parturientes. Diariamente, ocorrem transferências de mulheres grávidas para a Maternidade Evangelina Rosa, em Teresina, pois o Hospital Alarico Pacheco não dispõe de UTI neonatal e nem UTI para atender as mães em casos de necessidade. Os médico, inseguros, preferem transferir para a capital piauiense. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Promotor diz que é grave a crise na Saúde de Timon e defende ação articulada da Prefeitura, Estado e União


Em entrevista exclusiva concedida ao Tribuna do Maranhão, o promotor Antônio Borges  Júnior faz um diagnóstico da saúde pública em Timon e diz que a situação é grave e exige uma ação articulada dos governos municipal, estadual e federal. Não se pode, segundo ele, atribuir apenas ao município a responsabilidade de resolver o problema.
Promotor de Justiça, Antônio Borges Júnior  
“Não se pode, e nem se deve, colocar toda a responsabilidade de garantia da saúde apenas a um ente, no caso o município.”   
    
Ademar Sousa – Como se sabe, a área de saúde de Timon deixa muito a desejar no tocante a atendimento médico, exames e cirurgias.  Afinal, quem deve ser responsabilizado pelo caos, o Município ou o Estado do Maranhão?

Promotor Antônio Borges Júnior – É certo que o Município de Timon tem gestão plena na área saúde, responsável pela atenção básica, média e alta complexidade. Contudo, o problema da saúde deve envolver as três esferas de poder (Município, Estado e União). A saúde é um direito de todos e um dever do Estado (aqui significando “poder público”), o que expressa o compromisso de garantir a todos os cidadãos o pleno direito à saúde. Essa garantia se dá mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Não se pode, e nem se deve, colocar toda a responsabilidade de garantia da saúde apenas a um ente, no caso ao Município. As demandas dos problemas da saúde em nosso município são infinitas e as soluções devem ser buscadas na forma de corresponsabilidade, envolvendo Município, Estado e União. Esse jogo de empurra-empurra de responsabilidades tem servido apenas de desculpas e justificativas para vergonhosas omissões.

Ademar Sousa – Como ficou a situação da grande demanda de cirurgias pendentes na mudança do governo municipal?

Promotor Antônio Borges Júnior – Tem-se o levantamento de que há, em Timon, aproximadamente de 700 (setecentas) pessoas aguardando cirurgias. Este é o saldo de milhares de cirurgias que foram realizadas nos últimos anos. É uma demanda reprimida que se busca superar. Estamos avançando no atendimento de várias dessas cirurgias, porém, o número vem aumentando nos últimos meses. Apenas o Município não é capaz de atender tal demanda, é preciso a comunhão de esforços, principalmente entre Estado e Município. É preciso disponibilizar centros cirúrgicos, UTI´s, médicos, materiais e suporte pós-operatório. Tudo isso não pode ficar a cargo de só um ente, mas sim de uma parceria interinstitucional entre Estado e Município, de forma a garantir o bom atendimento dessa demanda. Estamos em reuniões com os gestores para definir esses procedimentos. A boa notícia é que, na última reunião, o novo gestor da saúde em Timon comprometeu-se em breve período começar a atender essa demanda reprimida, através de parcerias ou convênios.

Ademar Sousa – Quem será responsabilizado, o atual gestor da saúde ou a gestão anterior da prefeita Socorro Waquim? Há informações de mais de 500 cirurgias pendentes. O senhor confirma isso?

Promotor Antônio Borges Júnior – Primeiro vamos atender à demanda reprimida, conforme dito. O povo necessitado precisa ter garantido o direito ao procedimento cirúrgico. Eventuais improbidades de quaisquer gestores serão devida e criteriosamente apuradas através de auditorias realizadas pelo DENASUS e Tribunais de Contas da União e do Estado.

Ademar Sousa – O senhor tem dados precisos sobre os valores encaminhados  ao Município de Timon a cada mês?

Promotor Antônio Borges Júnior – Essa questão não deve e não pode ser considerada apenas em termos de números frios e aparentes. O problema é bem mais complexo. São várias as fontes de financiamento da saúde em Timon, que conta também com a participação do Estado através dos serviços da UPA e do Hospital Alarico Pacheco. Se levarmos em consideração os recursos advindos do Fundo Municipal da Saúde, dos programas do PSF, FAEC, CAPS, Agentes Comunitários, Agentes de Endemias, Saúde Bucal, etc, e recursos provenientes da parcela do FPM e ICMS chegaremos a um valor aproximado de R$ 2.700.000,00 (dois milhões e setecentos mil reais), destinados à manutenção da saúde pelo Município de Timon-MA, valor esse que oscila conforme questões orçamentárias. No entanto, o grande problema é saber se tais recursos são realmente suficientes para a enorme demanda exigida. Receitas financeiras devem ser confrontadas com as despesas realizadas. A gama de serviços da saúde prestada pelo Município de Timon é reconhecidamente gigantesca. Muitos serviços são efetivamente prestados, outros ainda não, e alguns sem a devida qualidade. Quem dispuser se debruçar sobre os números da saúde em Timon verá que há enorme dispensação de medicamentos para a população carente (e ainda há muito mais por atender), que há grande quantidade de exames realizados (e ainda está muito longe de atender a todos) e que muitas cirurgias são pagas pelo poder público (e embora isso a demanda só faz crescer a cada mês), verá que há pagamentos custeados pelo Município através de TFD (Tratamento Fora do Domicílio, quando um paciente precisa ser atendimento em outra cidade), que há 57 postos de PSF abertos nas zonas urbana e rural gerando despesas próprias, além dos recursos repassados fundo a fundo, e muitas outras despesas com pagamento de pessoal, aquisição de materiais, custeios da rede municipal de saúde, etc. Há um grande, persistente e recorrente reclamo dos sucessivos gestores da saúde no município de que o valor recebido está aquém das demandas exigidas. Timon é uma das maiores cidades do Maranhão e deve ser tratada como tal. Os recursos devem ser gastos com responsabilidade. Já é tempo de aqui se tornar polo regional de saúde. A classe política local há de buscar essa condição. Por isso, o Ministério Público sempre lutou para que pudéssemos definir a rede de atendimento da saúde em Timon, chamando as autoridades do Estado e do Município, para que as atribuições sejam definidas e divididas.

Ademar Sousa – Existe alguma Ação Civil Pública denunciando os desmandos na área de saúde em Timon?

Promotor Antônio Borges Júnior – No que concerne à correta aplicação dos recursos de financiamentos, há auditorias que esperamos a conclusão. No que concerne ao principal problema, que é a definição da rede, estamos tratando com as esferas administrativas para que consigamos garantir à população uma atenção básica de qualidade e serviços efetivos de média e alta complexidade.  Caso não consigamos tal definição da nossa rede de saúde, estaremos interpondo ações judiciais que venham a discutir essa problemática e exigir a garantia constitucional ao serviço de saúde com qualidade, em sua plenitude.

Ademar Sousa – Atualmente, o Hospital Alarico Pacheco realiza menos de 30 cirurgias mês.  No passado, chegou a realizar mais de 300 cirurgias mês.  A quem o senhor atribui essa queda drástica na quantidade de cirurgias?

Promotor Antônio Borges Júnior – Houve uma mudança no perfil daquele hospital. Isso trouxe visível prejuízo à população, em relação aos serviços antes prestados. Isso é fato. Em recente reunião, a direção daquele hospital comunicou que está reaparelhando as salas do centro cirúrgico para retomar os serviços. Estamos a exigir que haja um entendimento institucional entre Estado e Município, no sentido de levarmos a efeito um mutirão de cirurgias. Porém, é preciso bem mais. A população da região deseja aqui um hospital de alta complexidade e das várias especialidades, provido de UTI adulta e neonatal.

Ademar Sousa – A direção geral do Hospital Regional Alarico Pacheco parece disposta a não colaborar para a melhoria do funcionamento daquela casa de saúde. O que o MPE pode fazer para reverter essa situação?

Promotor Antônio Borges Júnior – Eu vejo boa vontade da direção do Hospital Alarico Pacheco. No entanto, a Secretaria Estadual de Saúde poderia transformá-lo em um hospital geral de toda essa região, que engloba Timon, Parnarama, Matões e São Francisco do Maranhão, atendendo à média e à alta complexidade. Não pode deixá-lo apenas como um hospital regional materno-infantil, enquanto que a população da região está sendo encaminhada para hospitais de cidades como Caxias e Coroatá.

Ademar Sousa – Como o senhor vem acompanhando a questão da limpeza pública. Vai acontecer uma audiência pública para discutir o assunto?

Promotor Antônio Borges Júnior – Temos Ação Civil Pública que tramita na 2ª Vara Cível de Timon, em que se discute a problemática do lixo na cidade. O Ministério Público pede a regularização do serviço da coleta do lixo, que gera grave problema ambiental e de saúde pública, porque é sério vetor de doenças, pede também o fechamento do atual aterro controlado e a abertura de um verdadeiro aterro sanitário, com distância superior a 20 quilômetros da cidade, devido ao perigo viário em relação ao aeroporto de Teresina. Pede, ainda, a coleta seletiva do lixo, e que o Município de Timon elabore o “plano municipal de resíduos sólidos.” Estamos na fase da instrução processual.

Ademar Sousa – A mudança do referenciamento dos pacientes de Timon para Coroatá, quando existe um hospital que poderia fazer isso. Isso é admissível?
Promotor Antônio Borges Júnior – Se o Hospital Alarico Pacheco não mudar o seu perfil, não poderá abrigar serviços de alta complexidade. Aqui sequer tem UTI e leitos suficientes. A questão é que devemos lutar, sociedade e classe política juntas, para definir a nossa rede de saúde. Ser gestão plena com recursos insuficientes não resolverá o grave problema. Se o Estado do Maranhão assumisse aqui a alta complexidade através de um hospital geral e regional de referência para a rede, abriria espaço para o Município assumir com plena qualidade a atenção básica e grande parte da média complexidade, assim a população teria um salto qualitativo nos serviços de saúde.

Ademar Sousa – O que foi tratado na reunião que o senhor participou envolvendo várias autoridades responsáveis pelo setor da saúde pública, gestores do Hospital Alarico Pacheco, Município, UPA e Ministério Público?

Promotor Antônio Borges Júnior – A nossa recente reunião foi muito positiva. Houve perfeita interação entre os gestores da saúde no município. Todos estão imbuídos no firme propósito de melhorar os serviços. São muito boas as perspectivas de entendimento entre a Secretaria Municipal de Saúde, UPA, Hospital Regional Alarico Pacheco, Hospital Municipal Luís Firmino de Sousa, SAMU, Auditoria Municipal, Gerência Regional de Saúde e a Comissão de Saúde da Câmara Municipal. Buscou-se naquela reunião adotar uma metodologia de primeiro apontar os vários problemas enfrentados na saúde local e, depois, as soluções para tais problemas, estabelecendo prazos e compromissos para a resolução desejada, tudo em prol da qualidade dos serviços a serem prestados à população. O próximo passo será integrar os deputados e vereadores nessa discussão. Por fim, chamaremos a Secretaria Estadual de Saúde para uma reunião técnica de trabalho, quando reivindicaremos a definição de rede de saúde em Timon.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Fraco desempenho pode causar a exoneração do secretário de Saúde de Timon

Lisboa na corda bamba...

Em menos de 60 dias ocupando o cargo de secretário Municipal de Saúde de Timon, Antônio Lisboa, vem sendo considerado pela maioria da alta cúpula do governo municipal do prefeito Luciano Leitoa (PSB), como um sujeito burocrata importado da iniciativa privada e, sobretudo, insensível aos problemas encontrados na área de saúde deixados pela gestão passada. Neste caso, Antônio Lisboa tem dado demonstração de profundo desconhecimento da realidade “nua e crua” que vive o setor da saúde pública, considerado um dos mais importantes de qualquer governo seja municipal, estadual ou federal. Diante disso, há informações contundentes de que ele poderá ser exonerado a qualquer momento em razão do fraco desempenho na função, causando assim, desconforto na base governista socialista com reflexos negativos, comprometendo metas e resultados da gestão atual. Inclusive, comenta-se nos bastidores de que estariam preparando uma pessoa para substituí-lo.

Para alguns membros do governo municipal e outros críticos do Poder Legislativo, a única pessoa para quem Antônio Lisboa dá bom dia ou boa noite é para o prefeito Luciano Leitoa, que foi quem articulou sua indicação no tal cargo de secretário de Saúde, substituindo o então secretário Danísio Marabuco, que é vice-prefeito e ficou apenas dois dias no cargo.

Lisboa é conhecido no meio social por não cumprimentar ninguém, dado a função burocrática  que exercia em clinica privada de Teresina (PI).  Desta forma, ele está na função errada, na hora errada, já que o povo de Timon merece respeito e dignidade ao procurar os serviços gratuitos de saúde.

Segundo informações apuradas pelo Blog Leste em Off, a gestão da Secretaria Municipal de  Saúde caminha a passos de tartaruga, visto que há quase 2 meses o Centro Cirúrgico do Hospital  José Firmino de Sousa, no Bairro Parque Alvorada, nunca funcionou para o bem da sociedade timonense. O Hospital do Parque Alvorada é controlado por diretores indicados pelo vereador Dr. Torquato (PR), que aderiu ao governo pós-vistória.

Para quem não sabe, Antônio Lisboa é cunhado do atual secretário Municipal de Planejamento, professor Sebastião Carlos, que tanto pregava mudanças criticando o governo da ex-prefeita Socorro Waquim (PMDB) e que até agora parece “engessado”  na solução de medidas eficazes.

Além do secretário de Saúde, Antônio Lisboa, outros dois auxiliares do primeiro escalão do governo Luciano Leitoa podem não emplacar também os 120 primeiros dias, conforme a exigência de metas a serem cumpridas. Ocorre que, eles são técnicos até “demais” com muita teoria e poucas práticas e resultados, isto estaria dificultando o avanço da administração em pelo menos três ou quatro áreas prioritárias.

Embora enfrentando uma situação insustentável diante da possibilidade de exoneração, Antônio Lisboa até hoje nunca convocou a imprensa para dar explicações sobre os problemas enfrentados na pasta da Saúde.  Sempre que procurado por alguns jornalistas, Lisboa nunca  tem respostas para as perguntas de interesse da maioria da população. Por exemplo, a secretária Municipal de Educação, Dinair Veloso, já deu duas entrevistas coletivas pontuando  os problemas enfrentados na área de educação.

Durante a reunião realizada na semana passada entre os gestores de saúde pública,  Hospital Alarico Pacheco, UPA, representantes da Câmara Municipal e o Ministério Público, na avaliação dos participantes, o secretário Municipal de Saúde, Antônio Lisboa, deixou transparecer que está “sem noção” da gravidade dos problemas, até porque, não soube detalhar sobre os questionamentos feitos a ele como gestor municipal de saúde. Daí, ficou a desconfiança dos outros envolvidos na discussão de temas relacionados ao setor.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Diretor da UPA de Timon é acusado de perseguir técnicos de enfermagem e enfermeiros daquela casa de saúde


Alguns técnicos de enfermagem e enfermeiros da Unidade de Pronto de Atendimento – UPA, de Timon, entraram em contato com a redação do Blog Leste em Off, para denunciar que estão sendo intimidados e perseguidos pelo diretor administrativo daquela unidade de saúde, Jean Batista, que durante reunião na semana passada ameaçou demitir todos aqueles funcionários que firmaram contratos com a Secretaria Municipal de Saúde, na gestão do atual prefeito Luciano Leitoa (PSB).
Funcionários acusam direção da UPA de Timon de perseguição
Com isso, esses profissionais da área de saúde de Timon ficaram atemorizados diante das ameaças veladas do diretor da UPA. Eles garantem que vão buscar orientação junto ao Ministério Público do Estado – MPE, no sentido de resguardarem seus direitos perante as leis.

Entretanto, eles alegam que a lei permite ao profissional de saúde comprovando disposição e compatibilidade de horários, trabalhar em mais de uma unidade de saúde, sendo em dias alternados da semana.

Lembraram também de que na UPA desde a sua inauguração há funcionários que trabalham no município de Timon e na UPA. Agora, estranhamente a direção resolveu tomar essa medida caracterizando uma questão política.

OUTRO FATO

Por outro lado, segundo consta, funcionários da UPA mais ligados ao vereador Dr. Torquato (PR) que podem ser contratados pelo município de Timon estariam sendo perseguidos sob o pretexto de que não podem trabalhar no município e, ao mesmo tempo, no estado, acumulando funções.  

Diante disso, funcionários da UPA de Timon obtiveram informações colhidas junto à Secretaria de Estado da Saúde - SES, que não existe essa determinação porte do secretário titular da pasta, Ricardo Murad.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Bem Viver mantém contrato bilionário com o Governo Roseana Sarney para o setor de saúde

Hospital Alarico Pacheco e UPA de Timon recebem anualmente mais de R$ 21 milhões

A Bem Viver – Associação Tocantina para o Desenvolvimento da Saúde, como se observa, é nova no ramo, já que foi criada em novembro de 2006, localizada em Imperatriz (MA), na Avenida Dogival Pereira de Sousa, nº 111,  cuja entidade é ligada ao deputado estadual Antônio Pereira (DEM), homem de confiança da governadora Roseana Sarney (PMDB).  Em 2012, a Bem Viver, firmou contrato bilionário com o Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde – SES, no valor de R$ 1.765.732.518,88 (um bilhão, setecentos e sessenta e cinco milhões, setecentos e trinta e dois mil, quinhentos e dezoito reais e oitenta e oito centavos). Esses recursos são destinados para manutenção e funcionamento de hospitais, UPAs e outras atividades.
Contrato da Bem Viver acima de R$ 1 bilhão (Fonte: Portal da Transparência)
Embora ficando muito longe a mais de 700 Km distante de Timon, na Região dos Cocais, a Bem Viver mantém  contratos milionários com o Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco (HRANP) e a Unidade de Pronto Atendimento – UPA (Timon).  Quer dizer, mesmo com estes contratos milionários pagos pelo governo do estado, através da entidade Bem Viver, o povo de Timon ainda tem que recorrer a Teresina para solucionar problemas de saúde.  Se levar em conta os valores destinados ao Hospital Alarico Pacheco e a UPA chegam anualmente a mais de R$ 21 milhões.

Em Timon, a Bem Viver é responsável pelo Hospital Alarico Pacheco e a Unidade de Pronto Atendimento – UPA.

Hospital Alarico Pacheco

Para se ter ideia, o contrato entre a Bem Viver e o Hospital Alarico Pacheco é de R$ 9,45 milhões, sendo pago em 12 parcelas. A primeira, no valor de mais de R$ 2 milhões, que deve ter sido paga, pois o contrato foi assinado (Processo nº 20344/2010/SES), e o restante das parcelas no valor R$ 675 mil.
O milionário contrato tem como objetivo a gestão de serviços médicos e de apoio técnico ambulatorial, hospitalar e operacionalização de serviços especializados do Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, sob a direção do hospital e a supervisão da Secretaria de Estado da Saúde. Esse contrato foi publicado no Diário Oficial do Maranhão, do dia 28 de março de 2011. Sendo renovado em 2012.
Diário Oficial do Maranhão do dia 28 de Março de 2011 ( Clique para aumentar)
Mesmo com este contrato milionário pagos para a entidade Bem Viver, o povo de Timon ainda tem que recorrer a Teresina. O hospital foi denunciado várias vezes nos meios de comunicações pelo abandono de suas ambulâncias, que ao invés de estarem nas ruas socorrendo pacientes, estão sucateadas. 

UPA de Timon

No caso da Unidade de Pronto Atendimento – UPA (Timon), a Bem Viver, assinou contrato com a Secretaria de Estado da Saúde – SES, para garantir o pleno funcionamento desta unidade no valor global anual de R$ 11.276.461,92(onze milhões, duzentos e setenta e seis mil, quatrocentos e sessenta e um reais, noventa e dois centavos).  
Diário Oficial do Maranhão do dia 06 de Dezembro de 2011 (Clique para aumentar)
Diante disso, a UPA de Timon recebe mensalmente o valor de quase um milhão de reais, sendo R$ 939.705,16 (novecentos e trinta e nove mil reais, setecentos e cinco reais, dezesseis centavos). O contrato visa a execução e promoção de serviços médicos e de apoio técnico, ambulatorial e hospitalar e operacionalização na UPA.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

De olho nos cargos do governo em Timon


Base de Roseana perde força em Timon

Depois do resultado desfavorável nas urnas no último domingo (7), quando foram massacrados pela oposição.  Com isso, os governistas precisam refletir na maneira de fazer política partidária.
Hospital Alarico Pacheco: Órgão que pode abrigar muitos aliados
Muita coisa pode mudar no cenário político de Timon.  É que, conforme apurou o blog junto a fontes credenciadas, um duelo de foice no escuro está em curso entre os aliados da governadora Roseana Sarney no município, envolvendo as lideranças políticas ainda detentoras de mandato, o deputado estadual Alexandre Almeida (PSD) e o casal deputado  federal Professor Sétimo e a prefeita Socorro Waquim, ambos do PMDB, na disputa pelos cargos na esfera do governo estadual. Dizem as más línguas que não ficará pedra sobre pedra.

Neste caso, rumores dão conta de que o deputado federal Professor Sétimo está disposto a pedir o controle absoluto dos cargos oriundos da máquina do governo estadual no município de Timon. Para tanto, mandou fazer um levantamento minucioso do número de cargos existentes.

Entre os órgãos a serem disputados até no tapa, estão às direções do Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco e da Unidade de Pronto Atendimento – UPA, Ciretran, Gerências Regionais de Educação, Saúde, Indústria e Comércio e da Agricultura.

Isto significa dizer que não há mais um bom relacionamento entre  partidários de Roseana em Timon, em razão do racha na disputa pela Prefeitura de Timon, sendo  que,  foram lançadas duas candidaturas  que  terminaram derrotadas pelo opositor deputado estadual Luciano Leitoa (PSB),  que saiu vitorioso na segunda vez que pleiteou o cargo de prefeito da quarta maior cidade do Maranhão. Então, poderá ser desencadeada uma briga feia com desdobramentos para  às eleições de 2014.

Por sua vez, o deputado estadual Alexandre Almeida tem demonstrado que não abre mão do controle dos cargos ocupados por seus aliados.  A indicação da UPA foi um dos cargos, assim como a direção clinica do Hospital Alarico Pacheco, a Ciretran, as Regionais de Indústria e Comércio  e da Agricultura.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Secretaria Municipal de Saúde de Timon realiza atividades do Programa Saúde na Escola


Centenas de crianças e adolescentes da Unidade Escolar José de Ribamar, na Vila do BEC, em Timon serão contempladas hoje (15), ás 15h,  com as atividades do Programa Saúde na Escola – PSE.

Dentre as atividades estão as avaliações e atualizações do cartão vacinal, escovação e avaliação da saúde bucal, aplicação de flúor e a palestra: “Exploração Sexual da criança e adolescente” que será proferida pelo promotor de justiça Antônio Borges, além das orientações das psicólogas do município.

O Programa Saúde na Escola atua na rede municipal de ensino desde janeiro deste ano, é uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação, por meio de financiamento e fornecimento de materiais e equipamentos para as escolas e equipes de saúde.

As ações do PSE dividem-se em quatro áreas:

- Avaliação das condições de saúde com atendimentos nutricionais, odontológicos, oftalmológicos, auditivos, clínicos e psicossociais com enfoque na prevenção de doenças virais e cardíacas, além do adequado tratamento quando necessário;
- Promoção da saúde e prevenção: informação de qualidade e incentivo da adoção de práticas de alimentação saudável e de atividades físicas, conscientização da responsabilidade e conseqüências do uso de álcool e outras drogas, uso da violência;
- Educação permanente dos profissionais da área;
- Monitoramento e avaliação da saúde dos estudantes;

(Assessoria de Comunicação – SEMS/TIMON)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

UPA de Timon bate recorde de atendimentos em apenas um mês de funcionamento


Em apenas um mês de funcionamento desde sua inauguração pela governadora Roseana Sarney, no dia 14 de março de 2012, a Unidade de Pronto Atendimento – UPA, de Timon, chegou a realizar 8.579 atendimentos nas diferentes especialidades, como, por exemplo, assistência social, classificação de risco, clinica médica e pediatria, com uma média diária de 350 consultas de urgência e emergência. Um fato alarmante foi o numero considerado muito alto de pacientes com dengue – tipo clássico (649) casos diagnosticados e de gripe com crises respiratórias foram atendidos (376) casos.

UPA de Timon
Destes 8.579 atendimentos registrados na UPA, foram referenciados pacientes para o Hospital Regional Alarico Pacheco (155), nas especialidades: pediatria,  clinica médica, clinica cirúrgica e obstetrícia; Hospital Dr. José Firmino de Sousa, no Bairro Parque Alvorada (03), na especialidade: clinica médica; Hospital de Urgência de Teresina – HUT(29), em casos de cirurgias em geral; Hospital de Terapia Intensiva – HTI (03), no caso de encaminhamentos à UTI; Hospital Casa Mater Aliança (02), casos de clinica médica; Hospital Geral de Caxias (02), cirurgias ortopédicas e Hospital de Doenças Tropicais Nathan Portella – HDIC (06), casos de clinica médica.

Pessoas a procura do atendimento da UPA de Timon
Pelo relatório divulgado pela direção da UPA, na terça-feira (17), pacientes de 10 bairros procuraram mais os serviços médicos daquela unidade de saúde no período de 14 de março a 14 de abril de 2012, sendo assim, as seguintes comunidades: Parque Piauí (923); Mangueira (697); São Benedito (678); Santo Antônio (567); Cidade Nova I(550); Centro (418); Vila Angélica (387);  Parque Piauí II ( 297); Mateuzinho (282) e Cidade Nova II (246). Vários povoados também figuram na lista de atendimentos.

Sala de espera da UPA de Timon
A UPA recebeu 42 pacientes oriundos do SAMU de Timon, que teve uma redução de 50% em seus chamados por telefone, uma vez que o paciente passando mal procura logo o serviço de urgência da daquela unidade por confiar mais na rapidez e resolutividade do seu problema de saúde.

Diretor geral da UPA de Timon, Jean Batista
O diretor geral da UPA de Timon, Jean de Sousa Batista, disse que a meta de atendimentos ultrapassou todas as expectativas, quando a média seria de 300 atendimentos. Mas, segundo ele, a unidade chega a atender 350 pessoas por dia. Sendo que, no período pós - Semana Santa atingiu mais de 400 atendimentos em um único dia.

“Com a inauguração da UPA, o nosso mérito é atender o paciente com resolutividade do problema independentemente da gravidade de cada situação de urgência. Isso gera um custo muito alto para a Secretaria de Estado da Saúde, através do Governo do Maranhão. Nesse sentido, o mais importante é socorrer aqueles que necessitam de serviços médicos gratuitos”, finaliza Jean de Sousa Batista.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Saúde de Timon vira caso de polícia


Pasmem! Denúncias consideradas graves foram feitas ao Blog Ademar Sousa por pacientes que deixaram de ser recebidos no Pronto Socorro Municipal de Timon – José Firmino de Sousa, num flagrante desrespeito ao ser humano.

Hospital do Parque Alvorada que deveria atender todos os pacientes de Timon
Segundo consta, alguns pacientes que necessitam ser transferidos da UPA para o Pronto Socorro Municipal, no Bairro Parque Alvorada, em Timon, estão sendo recusados pelas enfermeiras que se encontram em determinados plantões.

Para se ter ideia da gravidade desta denúncia, no último caso registrado um paciente  passando mal  em cima de uma maca ficou assistindo à discussão entre a socorrista da UPA e a "enfermeira" do hospital, que se encontrava de plantão. Mais grave ainda é que o paciente recusado teve que retornar para a UPA na mesma ambulância daquela unidade de saúde.

UPA de Timon, o que deveria ser uma casa de estabilização está virando pronto socorro 
Tentando justificar o injustificável, o argumento da enfermeira é que recebeu ordens superiores para não receber pacientes oriundos da UPA. O blog já dispõe do nome da “enfermeira” desumana e encaminhará para o Ministério Público resolver a questão de saúde pública.

Há quem diga que a  enfermeira nem chegou a examinar o paciente para saber se o mesmo se encontrava necessitando de cuidados médicos.

Apesar da superlotação, a UPA tem recebido pacientes que são de responsabilidade do município e presta os devidos cuidados. Com a palavra, o secretário Municipal de Saúde, Neto Neiva, que festeja o prêmio IDSUS. Mas, certamente falta melhorar muita coisa ainda na saúde de Timon.

sexta-feira, 23 de março de 2012

UPA de Timon atende mais de duas mil pessoas em apenas nove dias de funcionamento


O deputado estadual Alexandre Almeida (PSD) visitou na manhã de hoje (23) a Unidade Pronto Atendimento - UPA, de Timon, quando foi recebido pelos diretores daquela unidade de saúde, Jean de Sousa Batista (direção geral) e José Torquato Macêdo (clinica médica) para verificar “in loco” o atendimento de urgência e emergência que teve início na quarta-feira (14) até sexta-feira (23), nove dias depois, apresentando um saldo positivo de atendimentos de adultos e crianças.

Jean Batista, deputado Alexandre e o médico José Torquato 
Alexandre Almeida demonstrou ter ficado satisfeito com os relatórios apresentados pelos diretores Jean Batista e José Torquato. Ele aproveitou para destacar o apoio do governo do estado que assegura os repasses de mais de R$ 1 milhão para garantir o funcionamento da UPA, dando dignidade aos que necessitam dos serviços de urgência e emergência chegando a mais de dois mil atendimentos. “A nossa visita tem como objetivo pedir o empenho cada vez mais dos 150 funcionários desta casa de saúde, que continuem desenvolvendo suas funções com atenção especial aos pacientes de todas as idades”, afirma o deputado Alexandre Almeida.

Pacientes a espera de serem atendidos 
“Timon passou a ser outra cidade depois da inauguração da Unidade de Pronto Atendimento – UPA, que já atendeu em apenas nove dias de funcionamento 2.044 pessoas distribuídas nas áreas de clinica-médica, pediatria e assistência social. Desses casos, houve somente 29 transferências de pacientes que foram referenciados para o Hospital Regional Alarico Pacheco sem registro de nenhum óbito”.

Médica pediatra, Adriana Sousa durante consulta 
A afirmação é do diretor clinico da UPA, médico José Torquato Macêdo, ressaltando que os pacientes de Timon agora são respeitados e tratados como seres humanos em regime de 24 horas.  Segundo ele, antes da UPA, o povo pobre que não pode pagar um plano de saúde passava por sérias dificuldades, pois não tinha atendimento de qualidade e nem muito menos humanizado.

Recursos repassados pelo governo do Maranhão a UPA de Timon 
“Temos a consciência de que estamos fazendo a diferença com todos os serviços na área de atenção básica e média complexidade. Hoje, o papel da UPA é fazer a estabilização dos pacientes durante um período de até 24 horas em observação e, com isso, todos os nossos 19 leitos que têm equipamentos de UTI estão lotados”, disse o médico José Torquato.

José Torquato argumentou que o gestor municipal de saúde tem que cumprir com sua parte. Para ele, parte dos pacientes que procuram a UPA vem da rede municipal por falta de alguns serviços no Pronto Socorro Municipal, no bairro Parque Alvorada.

Para o diretor geral da UPA 24 horas, Jean de Sousa Batista, os atendimentos diários chegam a uma média de 300 a 350 pacientes por dia, representando 50% de clinica médica e 50% de pediatria em cada especialidade. Ele explicou que os pacientes atendimentos pela UPA podem ser referenciados pelo Hospital Alarico Pacheco, HTI e UDI. “Quanto a questão da ortopedia estaremos resolvendo em breve, no tocante a casos de fraturas expostas que necessitam cirurgias por clinicas especializadas”, disse Jean Batista.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Governadora inaugura UPA em Timon


A nova Unidade de Pronto Atendimento - UPA, de Timon vai garantir atendimento de urgência e emergência nas áreas de clínica geral e pediatria. Além das consultas são oferecidos também exames laboratoriais e eletrocardiograma.

Na quarta-feira (14), terceiro dia de viagem pelo interior do Maranhão, a governadora Roseana Sarney esteve nos municípios de Timon, onde inaugurou uma UPA. Nesta quinta-feira (15), último dia do governo itinerante, a agenda de trabalho será encerrada em Codó, com a entrega de uma UPA.

Em Timon, a governadora Roseana Sarney e o secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad inauguraram a nona Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Santo Antônio. A solenidade contou com a presença do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, da prefeita de Timon, Socorro Waquim, deputado federal Sétimo Waquim, de secretários estaduais, deputados, prefeitos da região e outras autoridades.

A governadora Roseana Sarney disse que a saúde é prioridade em seu governo. “Sem saúde as pessoas não podem trabalhar”, declarou, para após recomendar aos servidores da UPA que façam um atendimento de qualidade, mas que as pessoas também tivessem o cuidado para manter a unidade sempre limpa.

“Estou feliz que a saúde do Maranhão avançou, de acordo com o ranking do Ministério da Saúde. Antes estávamos nas últimas colocações, agora estamos em 18º lugar, mas esperamos chegar ao 1º lugar”, anunciou Roseana. Ela falou que os índices devem ser melhorados ainda mais após a entrega dos 72 hospitais, além de outras ações do Saúde é Vida.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que o Maranhão está de parabéns pelos altos investimentos na área da saúde. “Timon está ganhando uma rede de assistência médica que é fundamental para a população”, destacou.

A prefeita de Timon, Socorro Waquim, afirmou que agora a cidade possui uma unidade de atendimento de saúde de qualidade. “Sempre tivemos muitas dificuldades no atendimento das pessoas, mas estamos acabando com o estigma de que não tínhamos assistência médica”, revelou.

Segundo o deputado estadual, Alexandre Almeida, a UPA de Timon representa uma grande conquista para o município que enfrenta dificuldades na área de saúde. “O governo acertou ao implantar essa UPA que vai desafogar o sistema de saúde do município. Será uma nova realidade para a população que vai acabar com a dependência de atendimento na cidade de Teresina”, ressaltou.

O secretário de Saúde, Ricardo Murad, disse que a UPA maranhense é muito acima do que é proposto pelo Governo Federal, que investe apenas R$ 2 milhões para construir e garante um apoio de apenas R$ 300 reais para manutenção. “O projeto maranhense já é referência para o país, investimos R$ 4 milhões na construção e gastamos R$ 1 milhão/mês para manutenção. A estimativa é de garantir o atendimento de 300 pessoas por dia, mas aqui não é um hospital, é uma unidade de pronto atendimento que vai atender somente o município de Timon”, explicou.

Roseana visitando as instalações da UPA de Timon
Os casos mais complexos serão encaminhados para o Hospital Regional Alarico Nunes Pacheco, que está adaptado para internação e outros procedimentos. “Pretendemos investir num projeto de reforma desse hospital e transformá-lo em uma unidade de alta complexidade”, garantiu Ricardo Murad.

A unidade vai garantir atendimento de urgência e emergência com atendimento nas áreas de clínica geral e pediatria. Além das consultas são oferecidos também exames laboratoriais e eletrocardiograma. A população de Timon agradece a iniciativa do governo estadual.

Segundo a pensionista Maria Lima da Silva, moradora há 30 anos de Timon, a UPA é muito importante. “Vai ser bom demais, principalmente para os mais pobres”, disse. A aposentada Maria das Graças Pereira, a unidade representa tudo que faltava na cidade. “Uma bênção para as pessoas, vai facilitar muito a vida das pessoas”, revelou.

Ainda em Timon, a governadora e sua equipe participaram de uma reunião com líderes comunitários e políticos na Prefeitura Municipal. Depois, seguiu para a cidade de Caxias.